Equador pede a Assange que evite 'afetar' laços internacionais

Quito, 22 Nov 2017 (AFP) - O Equador solicitou ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que apoia a independência da Catalunha, que evite fazer declarações que possam afetar as relações internacionais do país, informou a Chancelaria nesta quarta-feira (22).

"As autoridades equatorianas reiteraram ao senhor Assange a sua obrigação de não fazer declarações ou atividades que possam afetar as relações internacionais do Equador, já que as mesmas que devem ser preservadas, como acontece com a Espanha", expressou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

O criador do WikiLeaks está asilado desde 2012 na embaixada equatoriana em Londres para evitar ser extraditado para a Suécia por supostos crimes sexuais, acusações que ele nega.

Sob a condição de asilado, Assange mostrou seu apoio aos líderes catalães depois que o Parlamento regional declarou unilateralmente a independência dessa região do nordeste da Espanha em 27 de outubro, após realizar um referendo proibido pela Justiça.

Madri protestou pelo pronunciamento do australiano, a quem o presidente do Equador, Lenín Moreno, já pediu para respeitar o asilo que recebe de seu país e não se intrometer em assuntos equatorianos e de outras nações.

A Chancelaria indicou na quarta-feira que Assange "se comprometeu formalmente a manter uma conduta que seja compatível com a vontade do Estado equatoriano".

Acrescentou que o Equador reafirma a sua adesão aos princípios que regem as relações entre todas as nações, especialmente o respeito à integridade territorial, soberania e independência dos Estados, assim como os de não intervenção e não ingerência nos assuntos internos.

Também reafirmou "o seu compromisso com o asilo diplomático" e renovou "sua decisão de continuar dando a devida proteção ao senhor Assange, em conformidade com os princípios e as normas previstos no direito internacional e na lei nacional sobre asilo", segundo o texto.

A Procuradoria sueca arquivou a investigação, mas Assange teme ser preso se deixar a embaixada para ser extraditado aos Estados Unidos e julgado pela publicação no WikiLeaks de segredos militares e documentos diplomáticos americanos em 2010.

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