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Conflitos entre palestinos e israelenses deixam feridos na Cisjordânia

Pedras e fogo: cerca de mil manifestantes participaram de protesto em territórios da Cirjordânia - Abbas Momani/AFP Photo
Pedras e fogo: cerca de mil manifestantes participaram de protesto em territórios da Cirjordânia Imagem: Abbas Momani/AFP Photo

Qalandiya (Território palestino)

20/12/2017 13h36

Centenas de palestinos voltaram a manifestar e lançaram pedras contra as forças israelenses nesta quarta-feira nos Territórios palestinos para protestar contra a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Cerca de mil pessoas manifestaram no posto de controle de Qalandiya, entre Jerusalém e Ramallah, na Cisjordânia ocupada. Muitos dos manifestantes jogaram pedras nas forças israelenses, constatou um fotógrafo da AFP.

Os soldados e policiais israelenses reagiram com gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas reais.

Protestos e confrontos também ocorreram em Hebron e Nablus (sul e norte da Cisjordânia) e na Faixa de Gaza, separado da Cisjordânia pelo território israelense, de acordo com jornalistas locais da AFP.

Nove palestinos ficaram feridos na Cisjordânia, informaram os serviços de emergência.

Os palestinos haviam convocados protestos nesta quarta-feira por ocasião da visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, a Jerusalém. Pence, que adiou a viagem para janeiro, é apontado por ter influenciado fortemente a decisão do presidente americano de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Muitos especialistas veem esta iniciativa como um gesto de Trump em direção aos evangélicos, que são parte importante de seu eleitorado e do qual Pence faz parte.

A Casa Branca anunciou o adiamento da visita de Pence, justificando a decisão para permitir que ele esteja presente para uma votação crucial no Senado.

A declaração de Trump, rompendo com décadas de diplomacia americana e internacional sobre o status de Jerusalém, uma das questões mais difíceis no conflito israelense-palestino, tem provocado protestos e confrontos quase diários nos Territórios palestinos.

Desde 6 de dezembro, os conflitos fizeram oito mortos e dezenas de palestinos feridos.
 

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