Cumprindo pena, ex-presidente egípcio Mohamed Mursi é condenado a 3 anos de prisão

AFP, do Cairo (Egito)

  • Khaled Elfiqi/EFE

Um tribunal do Cairo condenou, neste sábado (30), o ex-presidente islamita Mohamed  Mursi ? a três anos de prisão. Também foram condenadas outras 19 pessoas, entre elas ex-deputados e dois jornalistas. Mursi foi condenado por "difamar o judiciário" em um discurso feito quando era presidente. 

Eleito presidente do Egito após a Primavera Árabe em 2011, Mursi foi deposto por um golpe militar em julho de 2013. Atualmente ele está preso, cumprindo mais de 40 anos de prisão por outras duas condenações.

Segundo o advogado do ex-presidente, Abdelmoneim Abdel Maqsud, Mursi também foi condenado a pagar 2 milhões de libras egípcias (cerca de US$ 110.000) por danos e prejuízos: um milhão a um juiz e outro milhão à associação de juízes.

Entre os outros 19 condenados estão os ex-deputados Mustafá  al  Najar, Mohamed  al  Omda, Hamdi  al  Fajrani e Mohamed  Monib, assim como dois jornalistas, entre eles o editor-chefe do "Swat el Uma" (A Voz da Nação, em tradução livre), Abdel  Halim  Qandil.

A maioria dos condenados é dirigente da Irmandade Muçulmana e já tinha sido condenada a penas de prisão por outros processos, como Mursi.

Desde que foi destituído pelo exército, Mohamed  Mursi foi condenado a um total de 45 anos de prisão por dois casos: incitação à violência contra os manifestantes no final de 2012 e espionagem a favor do Catar. Além disso, é julgado em outros dois processos, após a anulação de dois veredictos contra ele: uma sentença de morte e uma à prisão perpétua.

O advogado de Mursi assegurou que vai recorrer dessa decisão no Tribunal Supremo.

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