Ministra britânica do Interior renuncia

Londres, 29 Abr 2018 (AFP) -

A ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, apresentou sua carta de demissão à primeira-ministra Theresa May, que a aceitou, anunciou Downing Street neste domingo à noite.

Amber Rudd estava em uma situação delicada há vários dias depois que vários casos relacionados ao controle de imigração por seus serviços vieram à tona.

A demissão desta fiel aliada de Theresa May é um revés para a primeira-ministra, que enfrentará em 3 de maio eleições locais importantes para comprovar o apoio ao seu governo conservador, dividido pelo Brexit e com pouca margem no Parlamento.

Rudd, ministra do Interior desde 2016, sofre as consequências de um escândalo relacionado ao tratamento reservado à chamada geração "Windrush", imigrantes de origem caribenha que chegaram ao Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial.

O governo de May causou indignação por seu cerco aos caribenhos que chegaram ao Reino Unido entre 1948, quando o navio "Windrush" trouxe um primeiro grupo de jamaicanos, e os anos 1970.

Eles e seus pais, batizados como a geração "Windrush", foram convidados a reconstruir o Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial - quando muitos deles eram legalmente britânicos, tendo nascido antes da independência de seus países - e depois de terem recebido visto de residência indefinido.

No entanto, nos últimos tempos, aqueles que não puderam comprovar, de forma exaustiva, cada ano vivido no Reino Unido, foram ameaçados de deportação e, em alguns casos, privados de serviços sociais básicos.

Em face da indignação provocada por essas ameaças de expulsão, May se viu forçada a pedir desculpas aos líderes dos países afetados durante uma cúpula da Commonwealth em Londres duas semanas atrás.

Na segunda-feira passada, Rudd disse "lamentar profundamente" esta situação, lembrando "a importante contribuição da geração Windrush" no Reino Unido e anunciou que seus membros poderiam obter a cidadania britânica de graça.

Mas a ministra voltou ao centro da polêmica quando a imprensa revelou que seus serviços eram obrigados a cumprir cotas anuais de expulsões de imigrantes clandestinos.

A ministra disse na quarta-feira perante uma comissão parlamentar que desconhecia essas metas, mas vários meios de comunicação britânicos descobriram a existência de um documento interno que sugeria que ela estava ciente da situação.

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