Irã dá a europeus até final de maio para salvar acordo nuclear

Viena, 25 Mai 2018 (AFP) - Os países europeus têm até o final deste mês para encontrar uma solução que salve o acordo nuclear assinado em 2015 após a saída dos Estados Unidos, advertiu um responsável iraniano de alto escalão nesta sexta-feira (25).

Pela primeira vez desde a entrada do acordo em vigor, a reunião da comissão conjunta encarregada de supervisionar a aplicação do texto foi realizada em Viena sem os Estados Unidos.

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, indicou ao fim do encontro que incumbe os países europeus, assim como China e Rússia, de "oferecer um pacote que dê ao Irã os benefícios" que supôs a suspensão das sanções.

Devem encontrar "soluções práticas" para diminuir as inquietações iranianas sobre suas exportações de petróleo, suas transações bancárias internacionais e os investimentos estrangeiros.

"O próximo passo é encontrar garantias para esse pacote" de medidas, explicou.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou durante um fórum econômico que "não está tudo perdido" e que seu homólogo americano, Donald Trump, continua aberto a negociar apesar de ter denunciado o pacto.

"O presidente americano não fecha a porta às negociações, disse que existem muitas coisas que não o agradam, mas não exclui um acordo com o Irã", afirmou Putin em São Petersburgo.

Em um relatório ao qual a AFP teve acesso na quinta-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, em inglês) declarou mais uma vez que o Irã continua cumprindo com seus compromissos no acordo.

No entanto, a agência da ONU "anima" Teerã "a ir além das exigências" apresentadas pelo acordo de 2015 para melhorar a confiança, segundo este texto que será analisado em breve pelo conselho de governadores da IAEA em Viena.

Foi o Irã que pediu a reunião da comissão conjunta desta sexta. Os países signatários e a Comissão Europeia estiveram representados por diretores políticos ou vice-ministros das Relações Exteriores.

As conversas continuarão nas próximas semanas "a nível de especialistas", após o qual o Irã tomará uma decisão, explicou seu vice-ministro.

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