ONU estuda ataques a hospitais sírios que tiveram localização dada à Rússia

Nações Unidas, Estados Unidos, 29 Mai 2018 (AFP) - As Nações Unidas investigam ataques a hospitais e clínicas na Síria perpetrados depois que a informação sobre sua localização foi compartilhada com a Rússia, disse o responsável pela ajuda humanitária da ONU nesta terça-feira.

"Estamos investigando vários casos de instalações médicas que foram atacadas pouco depois de serem coordenadas" medidas de desescalamento para as zonas onde se encontravam, disse Mark Lowcock, subsecretário-geral para assuntos humanitários ao Conselho de Segurança.

Quatro instalações médicas - duas em Ghuta Oriental e duas no norte de Homs - foram atacadas este ano depois que suas coordenadas de GPS foram compartilhadas com a Rússia e com os Estados Unidos, segundo a ONU.

A Rússia co-preside a força de missões humanitárias da ONU com os Estados Unidos e também dá um vital apoio militar às forças do governo sírio em sua ofensiva para recuperar Ghuta Oriental.

As duas instalações atacadas em Ghuta foram um hospital na localidade de Arbin no final de março e um hospital de crianças em Duma no começo de abril, disse Panos Moumtzis, coordenador regional da ONU para a Síria, semanas atrás.

Em Homs, dois centros médicos foram atacados na localidade de Zafraniyeh no final de abril.

Lowcock disse ao Conselho que foram registrados um total de 92 ataques contra instalações médicas sírias e seu pessoal nos primeiros quatro meses de 2018, nos quais morreram 89 pessoas e 135 foram feridas.

Os ataques a hospitais e instalações médicas são considerados uma violação do direito humanitário internacional e têm sido reiteradamente condenados pelo Conselho de Segurança.

Lowcock pediu ao governo sírio a permitir o acesso a Guta Oriental, onde mais de 10.000 habitantes retornaram mas nas últimas duas semanas e quase 200.000 permaneceram durante os recentes enfrentamentos.

Agora em seu oitavo ano, a guerra na Síria registra 350.000 mortos e milhões que precisaram fugir. Mais de 13 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, segundo as Nações Unidas.

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