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Veja quem são os jornalistas assassinados no México em 2018

30/08/2018 16h06

México, 30 Ago 2018 (AFP) - O México já soma oito comunicadores assassinados em 2018 depois que o cinegrafista e repórter Javier Enrique Rodríguez Valladares foi morto a tiros na quarta-feira na área urbana do balneário de Cancún.

Rodríguez Valladares trabalhava no Canal 10 de notícias, com sede em Cancún, no estado de Quintana Roo, onde três comunicadores foram assassinados em dois meses.

A Promotoria informou que, "por enquanto", não há indícios de que o crime esteja relacionado com o seu trabalho, mas que "estão abertas todas as linhas de investigação".

Relatos de meios de comunicação de Cancún assinalam que teria se tratado de um ataque direto contra o comunicador.

O México é um dos países mais perigosos para exercer o Jornalismo, com mais de 100 comunicadores assassinados desde 2000. A maior parte dos crimes permanece impune.

Veja a seguir quem foram os outros jornalistas assassinados em 2018.

1. Carlos Domínguez, 72 anos

Foi assassinado em 13 de janeiro quando viajava em um carro com uma nora e dois de seus netos menores de idade, na conturbada cidade de Nuevo Laredo, Tamaulipas (nordeste), fronteiriça com os Estados Unidos. Foi esfaqueado mais de 20 vezes, de acordo com fontes policiais.

Tinha uma coluna política no site Horizonte de Matamoros. Em seu último artigo denunciava a violência por conta da proximidade das eleições de 1º de julho em sua região, atingida pelo narcotráfico.

2. Leslie Ann Pamela Montenegro del Real, 36 anos

Conhecida nas redes sociais por sua personagem "Nana Pelucas", foi assassinada em 5 de fevereiro por homens armados que entraram em um restaurante de sua propriedade, no turístico porto de Acapulco, Guerrero (sul).

Publicava vídeos satíricos no YouTube nos quais, fantasiada com uma peruca e óculos, questionava políticos locais e denunciava casos de corrupção.

Segundo a Promotoria local, um cartel narcotraficante estaria por trás do assassinato, mas também investigam uma ameaça de morte por parte de um funcionário do governo de Acapulco, que estaria vinculado à mesma organização criminosa.

3. Leobardo Vázquez Atzin, 42 anos

Foi morto a tiros na noite de 21 de março em frente a sua casa em Veracruz (leste), distrito com forte presença do crime organizado e o mais perigoso do país para exercer o Jornalismo.

Vázquez trabalhou para o jornal Opinión de Poza Rica até o final do ano passado, e antes de sua morte administrava a página Enlace Informativo Regional, no Facebook.

4. Juan Carlos Huerta, 45 anos

Jornalista de rádio e televisão, foi atacado a tiros em 15 de maio quando saía de sua casa no subúrbio de Villahermosa, estado de Tabasco (sudeste).

5. Héctor González Antonio, 40 anos

Correspondente do jornal Excélsior, um dos maiores periódicos do país, foi assassinado por espancamento em 29 de maio em Ciudad Victoria, Tamaulipas, distrito fronteiriço com os Estados Unidos.

O corpo sem vida do jornalista foi encontrado em uma rua.

Uma das últimas notícias que publicou para o jornal Excélsior foi o assassinato de seu colega Carlos Domínguez.

6. José Guadalupe Chan, 35 anos

Foi assassinado a tiros em 29 de junho na comunidade indígena de Felipe Carrillo Puerto, onde era correspondente do Playa News.

A última informação que enviou, na própria sexta-feira, foi a da morte de um simpatizante do governista PRI em uma comunidade próxima.

7. Rubén Pat

Era diretor do site Playa News da Riviera Maya. Foi morto a tiros em Playa del Carmen, vizinha de Cancún, quando saía de um bar.

Logo após Chan, que trabalhava para o Playa News, Pat denunciou que o meio de comunicação havia recebido ameaças.

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