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Militares são condenados por conspiração para derrubar Maduro na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante coletiva de imprensa no palácio Miraflores, em Caracas - Federico Parra/AFP
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante coletiva de imprensa no palácio Miraflores, em Caracas Imagem: Federico Parra/AFP

26/12/2018 18h11

Nove militares venezuelanos, da ativa e da reserva, foram condenados por uma conspiração para derrubar o presidente Nicolás Maduro em 2014, informou o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ, na sigla em espanhol) nesta quarta-feira (26).

As sentenças variam de cinco a oito anos de prisão e envolvem o major-general Oswaldo Hernández, o coronel da reserva José Delgado e sete outros oficiais da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, segundo um comunicado do TSJ.

O mais alto tribunal do país confirmou as condenação depois que o sua turma de cassação e uma corte marcial rejeitaram os recursos apresentados pelos soldados, que foram acusados de "preparar em 2014 um movimento insurrecional e desestabilizador, chamado Operação Jericho, contra o governo nacional".

"As diferentes condenações do Conselho de Guerra Acidental de Caracas foram confirmadas, pois estavam envolvidos - como autores ou cúmplices imediatos - nos crimes de instigação de rebelião e contra o decoro militar", acusou o TSJ, acusado pela oposição de "servir" a Maduro.

Os oficiais foram presos entre março e maio de 2014.

De acordo com fragmentos do arquivo publicado pela imprensa local, o plano consistia em tomar destacamentos militares, prender Maduro e outros líderes do chavismo e gerar uma mobilização de cidadãos para derrubar o governo.

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