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Pequim rejeita declarações de Trump sobre 'massacre mundial' por gestão da pandemia

Getty Images/EyeEm
Imagem: Getty Images/EyeEm

21/05/2020 08h43

Pequim reagiu comedidamente às novas declarações do presidente americano Donald Trump, que acusou a China de ser responsável por um "massacre mundial" por sua gestão da pandemia de coronavírus.

A escalada verbal entre as duas potências mundiais aumenta à medida que o novo coronavírus, detectado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan (centro), destrói as economias do planeta.

Donald Trump fez do seu discurso anti-China uma parte central de sua campanha para um segundo mandato. Ele acusa as autoridades chinesas de terem ocultado o início da epidemia - o que Pequim nega com firmeza.

"Um lunático na China acaba de publicar um comunicado acusando todo mundo, exceto a China, pelo vírus que matou centenas de milhares de pessoas", tuitou o inquilino da Casa Branca na quarta-feira.

"Obrigado por explicar a esse idiota que é 'a incompetência da China', e nada mais, que causou esse massacre mundial!", acrescentou, sem especificar a quem fazia referência.

Questionado sobre essas palavras, o ministério das Relações Exteriores da China foi comedido em sua resposta.

"Na luta contra a epidemia, o governo chinês sempre foi aberto, transparente e responsável", disse seu porta-voz, Zhao Lijian.

"Estamos falando sobre fatos, estamos apresentando os fatos e estamos usando o bom senso. Estamos fazendo todo o possível para proteger a saúde das pessoas e promover a cooperação internacional", afirmou.

A China está na mira da administração americana, que a censura por uma reação muito lenta em relação à epidemia que já matou mais de 325.000 pessoas em todo o mundo.

Os Estados Unidos e a Austrália pediram uma investigação internacional independente sobre a origem do vírus.

Quanto a Donald Trump e seu secretário de Estado Mike Pompeo, eles alegaram que o novo coronavírus havia vazado de um laboratório chinês, sem, no entanto, fornecer provas.

A China rejeita o apelo de Washington e Canberra, mas apoia uma "avaliação" da resposta global à epidemia - uma vez que esta for contida.

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