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Argentina vai pedir ao G20 um fundo solidário para países pobres

A Argentina está em recessão desde 2018 e sua economia deve sofrer ainda mais neste ano como efeito da pandemia - Wikimedia
A Argentina está em recessão desde 2018 e sua economia deve sofrer ainda mais neste ano como efeito da pandemia Imagem: Wikimedia

Da AFP, em Buenos Aires

16/07/2020 19h40

A Argentina vai solicitar ao G20 a criação de um fundo de solidariedade para administrar o aumento da pobreza nos países atingidos pela pandemia de covid-19, além de medidas para aliviar a dívida, disse o ministro das Relações Exteriores, Felipe Solá, hoje.

"No âmbito da pandemia, queremos um fundo de solidariedade e financiamento global que leve em consideração o aumento da pobreza na maioria dos países", disse Solá em uma reunião virtual com correspondentes estrangeiros em Buenos Aires.

"Também queremos decisões sobre as dívidas, não apenas dos países mais pobres, mas também dos países de renda média que estão empobrecidos" devido à crise econômica desencadeada pela pandemia, acrescentou.

O G20, grupo que reúne as principais economias do mundo, entre elas a Argentina, vai reunir virtualmente ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais no sábado, sob a presidência da Arábia Saudita.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina disse que no encontro deve haver decisões sobre cooperação, mas ressaltou que elas podem não ser suficientes.

"A cooperação é muito importante, mas não é capaz de superar a injustiça. A injustiça é equilibrada quando entra na questão financeira, no coração financeiro de cada país, e vê em que nível sua economia e seu possível crescimento foram prejudicados", defendeu.

A Argentina está em recessão desde 2018 e sua economia deve sofrer ainda mais neste ano como efeito da pandemia, com uma contração estimada em 9,9% no Produto Interno Bruto, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Além disso, o país está no meio de uma renegociação de cerca de US$ 66 bilhões em títulos de dívida emitidos sob leis estrangeiras e busca um novo plano com o FMI.

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