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Crime diminuiu nos EUA com propagação da covid-19, segundo FBI

Pandemia esvaziou as ruas dos Estados Unidos e diminuiu a criminalidade -
Pandemia esvaziou as ruas dos Estados Unidos e diminuiu a criminalidade

Da AFP, em Washington

15/09/2020 18h32

Os crimes violentos e contra a propriedade privada diminuíram drasticamente em todos os Estados Unidos durante os primeiros seis meses de 2020, enquanto o surto do novo coronavírus assolava o país, informou hoje o FBI.

Os assassinatos diminuíram 14,8% com relação ao ano anterior e as violências sexuais tiveram queda de 17,8%, segundo dados preliminares reunidos pelo FBI nos Estados Unidos, país mais atingido no mundo pela pandemia, com mais de 195.000 mortes e 6,5 milhões de casos.

O país colocou em prática o confinamento para evitar a propagação da covid-19 de maneira inconsistente em seu território e até inexistente em algumas regiões. Apesar disso, os roubos violentos diminuíram 7,1%.

Por outro lado, o número de incêndios criminosos aumentou na primeira metade do ano, principalmente nas grandes cidades e no oeste do país.

Nas cidades com população superior a um milhão de habitantes, os casos de incêndios criminosos aumentaram em mais de 52%, contra 28% na parte ocidental do país.

O FBI não explicou o motivo da diminuição na delinquência em geral, ou do aumento no número de incêndios criminosos.

O período estudado pelo relatório, porém, coincide com a resposta do país à pandemia, com direito à declaração de emergência nacional, em 13 de março, e às ordens de confinamento na Califórnia e Nova York poucos dias depois.

Os crimes violentos de todo o tipo diminuíram 4,8% no nordeste do país e em níveis menores no oeste e centro-oeste.

Contudo, no sul os crimes violentos aumentaram 2,5% em comparação com 2019. No geral, os estados do sul não adotaram medidas tão rigorosas para prevenir a propagação do coronavírus.

Em sua campanha para a reeleição, o presidente republicano Donald Trump alegou repetidamente que a delinquência aumentou nas cidades governadas pelos adversários democratas, incluindo grandes cidades como Nova York e Chicago.

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