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EUA espera vacinar 100 milhões de pessoas contra a covid-19 até o fim de fevereiro

EUA espera vacinar 100 milhões de pessoas contra a covid-19 até o fim de fevereiro - iStock/FilippoBacci
EUA espera vacinar 100 milhões de pessoas contra a covid-19 até o fim de fevereiro Imagem: iStock/FilippoBacci

02/12/2020 18h06

O governo do presidente Donald Trump planeja concluir até o fim de fevereiro a vacinação contra a covid-19 de 100 milhões de pessoas nos Estados Unidos - ou cerca de 40% dos adultos do país, anunciou hoje um alto funcionário.

"No fim de fevereiro, potencialmente teremos vacinado 100 milhões de pessoas, que é aproximadamente o tamanho da população de risco, incluindo os idosos e os profissionais de saúde", disse Moncef Slaoui, alto funcionário da chamada Operação Warp Speed, do governo, durante coletiva de imprensa.

A partir de dezembro, 40 milhões de doses das vacinas elaboradas pela sociedade Pfizer/BioNTech e pelo laboratório Moderna vacinarão 20 milhões de pessoas, pois cada vacina será aplicada em duas doses, espaçadas por três a quatro semanas, informou Slaoui.

Isto será "suficiente" para vacinar os três milhões de lares de idosos, disse o ex-executivo farmacêutico, recrutado pelo governo Trump na primavera.

O restante será suficiente para vacinar a grande maioria dos profissionais de saúde, se os estados e territórios particulares decidirem lhes dar prioridade, como recomendou nesta terça um comitê assessor de especialistas das autoridades sanitárias.

Em janeiro, será possível vacinar 30 milhões de pessoas, se for confirmado o ritmo de produção de doses das duas vacinas, e depois outras 50 milhões em fevereiro, totalizando 100 milhões.

Esta cifra não inclui as pessoas abrangidas pelas duas outras possíveis vacinas, uma da Johnson & Johnson e outra da AstraZeneca/Oxford, cujos testes clínicos devem apresentar resultados "entre o fim de dezembro e meados de janeiro".

Os Estados Unidos, o país mais afetado do mundo pela pandemia, registra mais de 150.000 novos casos diários e se prepara para uma grande onda de covid-19 após as viagens durante o feriado de Ação de Graças, em novembro.

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