Conteúdo publicado há 20 dias

Ataques da Rússia na Ucrânia deixam cinco mortos

Ao menos cinco pessoas morreram na Ucrânia, quatro delas em um prédio residencial de Kiev, em um ataque aéreo da Rússia que o presidente ucraniano Volodimir Zelensky chamou de "massivo".

O ataque aconteceu durante a visita ao país do chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, que foi levado para um abrigo antiaéreo.

"Outro ataque massivo contra o nosso país. Seis regiões estavam sob ataque inimigo", disse o presidente ucraniano em seu canal do Telegram.

Várias ondas de mísseis e drones foram disparados em diversas regiões do país, o que provocou pelo menos quatro mortes em Kiev e uma na região de Mykolaiv (sul), afirmaram as autoridades locais.

Na capital, o alerta antiaéreo foi acionado pouco antes das 6H00 (1H00 de Brasília) e durou três horas. Durante o período, correspondentes da AFP na cidade ouviram fortes explosões por toda a cidade.

O comandante das Forças Armadas de Kiev, Valeri Zaluzhni, afirmou que a Rússia lançou 44 mísseis e 20 drones contra o território ucraniano.

A defesa antiaérea neutralizou 29 mísseis de cruzeiro e 15 drones, disse o comandante.

Em Kiev, os destroços de um míssil interceptado caíram em um edifício residencial de 17 andares em um bairro da zona sul da cidade, o que provocou um grande incêndio. O ataque matou quatro pessoas e deixou pelo menos 32 feridas, segundo a prefeitura.

"Entre 6 e 7 horas ouvimos explosões muito fortes de mísseis e, com a última detonação, a mais forte, as janelas explodiram", disse Oksana, 43 anos, moradora do edifício.

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Na margem leste do rio Dnieper, linhas de alta tensão foram danificadas e quase 19.000 residências da capital ficaram sem energia elétrica, informou o Ministério da Energia.

Em Mykolaiv, um homem faleceu devido aos ferimentos sofridos em um ataque que atingiu diversas casas, informou o prefeito Oleksandr Sienkevich.

As autoridades ucranianas também relataram ataques com mísseis nas regiões de Kharkiv (nordeste) e Lviv (oeste), próxima da fronteira com a Polônia.

bur-ant/led/dbh/avl/fp

© Agence France-Presse

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