Investigado escondeu dinheiro na casa da sogra para escapar de operação, diz PF

André Richter - Repórter da Agência Brasil

Um dos presos na Operação Patmos, deflagrada na semana passada, admitiu à Polícia Federal que escondeu R$ 480 mil na casa da sogra após a divulgação das primeiras notícias sobre a delação premiada da JBS. 

O caso inusitado foi confirmado pelo ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima, acusado de intermediar o recebimento de propina enviada pelo empresário Joesley Batista. O fato é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a partir do acordo de delação.

No depoimento prestado à PF na semana passada, Mendherson informou que decidiu levar o dinheiro por ter ficado "assustado" com as notícias divulgadas na noite anterior à deflagração da operação, que cumpriu os mandados de prisão e busca na quinta-feira (18) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.  Ao tomarem conhecimento do fato, os policiais foram ao local e apreenderam duas sacolas com pacotes de R$ 100, escondidas em um dos quartos da residência.

"Assim, deslocou-se com duas sacolas contendo aproximadamente R$ 480 mil e levou até a cidade de Nova Lima, pedindo para sua sogra que ali reside para guardá-los em local seguro, sem que a mesma soubesse do seu conteúdo", diz documento da PF.

Os relatórios das apreensões da PF foram anexados hoje (26) no inquérito no qual o parlamentar é investigado no Supremo com base nas delações premiadas dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

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