Parente afirma que liminar que suspende leilões não traz insegurança jurídica

Nielmar de Oliveira e Vinícius Lisboa - Repórteres da Agência Brasil

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, avaliou que a liminar concedida pelo juiz da 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Amazonas, Ricardo Augusto de Sales, suspendendo a realização das duas rodadas do pré-sal previstas para hoje (27), não traz insegurança jurídica para o leilão. Para ele, trata-se apenas de uma questão meramente política.

Presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirma que a Petrobras já lidou com outras situações jurídicas semelhantes em leilõesArquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

"Para o próprio programa de desinvestimento da Petrobras muitas liminares são concedidas e nós recorremos. E na grande maioria das vezes, a gente consegue reverter. Não vemos isto como nada muito diferente, que acontece sempre, e é mais uma consequência do momento político que nós estamos vivendo", afirmou. 

Perguntado sobre a possibilidade de que a liminar não venha a ser cassada, Parente disse considerá-la "muito difícil" e que a empresa "vai continuar aguardando".

Prevista para ter início por volta das 9h desta manhã, a realização da 3ª e 4ª rodadas de licitação de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural no polígono das bacias de Santos e Campos já está com a sua programação atrasada por mais de uma hora.

Os representantes das empresas interessadas, jornalistas e assessores continuam aglomerados no saguão do Hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, na expectativa de que a Advocacia-Geral da União (AGU) consiga suspender a liminar que impede o início do leilão.

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