Violência no Rio

Três pessoas morrem em confronto com a polícia na Rocinha

Douglas Corrêa

  • Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    A situação na Rocinha é instável desde setembro, quando bandidos tentaram tomar o controle dos lucrativos pontos de venda de droga dominados por Rogério 157

    A situação na Rocinha é instável desde setembro, quando bandidos tentaram tomar o controle dos lucrativos pontos de venda de droga dominados por Rogério 157

Três homens morreram em um suposto confronto com uma equipe do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) no final da manhã desta quarta-feira (3) na favela da Rocinha, na zona sul do Rio.

De acordo com a Polícia Militar, policiais do Bope estavam patrulhando uma localidade conhecida como 199 quando foram surpreendidos por criminosos fortemente armados.

Após o cessar-fogo em uma ação de vistoria na região, os militares encontraram os três feridos. Junto às vítimas, os policiais do Bope encontraram dois fuzis automáticos, uma pistola, uma granada defensiva de uso exclusivo das Forças Armadas e carregadores para fuzil.

Os feridos, não identificados, foram encaminhados ao Hospital Municipal Miguel Couto, no bairro da Gávea mas, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, já chegaram mortos ao local.

Um quarto homem baleado chegou ao mesmo hospital levado por parentes e informou que tinha sido ferido na Rocinha.

Ações diárias

A Polícia Militar vem atuando na Rocinha desde o dia 18 setembro do ano passado, após o confronto entre os grupos rivais de Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, e de Antonio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. De dentro de uma penitenciária federal, Nem deu ordem para que integrantes de seu grupo expulsassem Rogério 157 da comunidade.

Os intensos conflitos entre os dois grupos levaram o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) a pedir que as Forças Armadas ocupassem a comunidade para apoiar as ações policiais, o que foi atendido pelo presidente Michel Temer.

O objetivo da ação diária na Rocinha é restabelecer a rotina dos moradores e prender os criminosos envolvidos no tráfico de drogas local. Atuam na região 550 policiais de diversos batalhões. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Rocinha e o 23º batalhão da PM, no Leblon, continuam realizando o cerco com o apoio de policiais de outras UPPs e de outras unidades. São 15 pontos de cerco e 14 pontos de contenção no interior da comunidade.

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