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Violência em São Paulo

Projeto quer proibir empresas de valores em perímetro urbano em SP

Em São Paulo

  • Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

    Em Santo André, criminosos usaram explosivos para abrir o portão, que veio abaixo

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Um projeto de lei publicado na semana passada no Diário Oficial do Estado de São Paulo quer proibir a instalação de empresas de transporte de valores no perímetro urbano das cidades paulistas. De autoria da deputada Célia Leão (PSDB), o projeto foi criado após os ataques classificados por ela como "cinematográficos" a empresas em Campinas, Santos e Ribeirão Preto.

Nesta quarta-feira (17), mais uma ocorrência foi registrada, em Santo André, no ABC Paulista. O intenso tiroteio assustou moradores da região. Reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" mostrou que a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) foi a responsável pelos três roubos anteriores e que os crimes renderam pelo menos R$ 138 milhões.

O texto publicado na quinta-feira (11) estabelece que as transportadoras de valores devem funcionar apenas em áreas rurais, em locais onde não há "colônias agrícolas, condomínios rurais ou áreas com adensamento populacional". As empresas já instaladas no perímetro urbano teriam dois anos para providenciar um novo espaço.

A proposta também define que os carros-fortes só poderão transportar dinheiro para os estabelecimentos financeiros e comerciais atendidos pelas empresas de valores entre às 22 horas e às 7 horas.

Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo
Caminhão e carro foram incendiados no viaduto Grande São Paulo

'Pânico'

A deputada Célia Leão citou as mortes, além do "temor e pânico na população local", durante as tentativas de roubo a transportadoras de valores e avaliou que o projeto "com certeza poupará a vida e integridade física de inúmeras pessoas".

"Assaltos esses realizados por um grande número de pessoas, portando armamento pesado, inclusive bombas, com bloqueio de ruas, avenidas e, até mesmo rodovias, mediante incêndio de veículos e colocação de barreiras", escreveu a parlamentar.

O projeto de lei precisa passar por comissões na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) antes de ser submetido a votação no plenário. Caso seja aprovado pelos deputados estaduais, o projeto é encaminhado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), que decide se sanciona ou não a lei.

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