Decisão de Serra foi tomada em encontro na madrugada de quarta-feira

Brasília - Incomodado com as fortes dores na região da coluna, que o acompanhavam desde a realização de uma cirurgia na região, José Serra convocou na madrugada dessa quarta-feira, 22, integrantes do grupo político mais próximo para informar da decisão de deixar o ministério das Relações Exteriores.

Ao chegarem ao apartamento de Serra em Brasília, o ministro de pronto informou aos presentes: "Estou decidido a pedir demissão". Nas mãos, o ainda ministro empunhava um laudo médico da cirurgia realizada na coluna no início de fevereiro, que determinava que ele não poderia fazer viagens longas para o exterior, deveria fazer fisioterapia intensiva, por pelo menos quatro meses, e tinha de evitar a qualquer custo trepidações.

A reunião ocorreu cinco dias depois de ele viajar para a Alemanha onde se reuniu com o novo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e representantes de outros países. A ida à Europa foi "um teste" para Serra verificar se tinha condições de realizar futuras idas ao exterior.

No encontro em seu apartamento, Serra relatou que voltou da Alemanha "pior do que foi" e lembrou que a agenda das próximas semanas já estava comprometida com idas a pelo menos quatro outros países, entre eles a China e o Vietnã.

Diante dos relatos, ele foi orientado a tomar uma decisão de "imediato" em razão da possibilidade de vazamento do laudo médico o que poderia dar origem a constrangimentos e especulações sobre o real estado de saúde do tucano.

Segundo presentes na reunião, em momento algum Serra disse querer sair do ministério em razão de desentendimento com o presidente Michel Temer ou por estar descontente com a função.

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