Subir impostos, cortar gastos, rever meta ou abolir aritmética, diz Kanczuk

André Ítalo Rocha

São Paulo

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, contou neste sábado (12) no Twitter que um tio seu lhe perguntou o que o governo vai fazer "para fechar o orçamento" e, em resposta, afirmou que a equipe econômica poderá "elevar impostos, ou cortar gastos, ou elevar a meta de déficit, ou abolir a aritmética". O tio, segundo o relato de Kanczuk, respondeu que não viu "graça nenhuma".

O governo tem enfrentado dificuldades para cumprir a meta fiscal de 2017, que limita o déficit a até R$ 139 bilhões, mesmo depois de ter anunciado, por meio de decreto, aumentos nas alíquotas de PIS/Cofins para combustíveis. Para terminar o ano sem estourar a meta, a equipe econômica analisa outras alternativas, como propor novas altas de tributos ou alterar a meta para um número mais folgado.

Havia a expectativa de que uma revisão da meta fosse anunciada na sexta-feira, depois de uma reunião entre o presidente Michel Temer, membros da equipe econômica e lideranças. No entanto, em nota divulgada em conjunto pela Fazenda e pelo Ministério do Planejamento, o governo afirmou que as conversas sobre a situação fiscal do País serão retomadas na segunda-feira. "Assim que houver uma decisão em relação à meta fiscal, divulgaremos imediatamente", diz o texto.

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