Após 15 meses de alta, roubos de carga caem em setembro em São Paulo

Bruno Ribeiro

São Paulo

Após 15 meses consecutivos de alta, os registros de roubos de carga tiveram queda de 15,9% no Estado de São Paulo no mês de setembro, segundo dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública divulgados nesta quarta-feira, 25. A queda foi de 905 ocorrências em setembro de 2016 para 759 no último mês.

A principal queda foi na capital, onde a redução foi de 24,9%. No interior e no litoral do Estado, a redução de casos foi de 12,4%. Entretanto, nas 38 cidades da Grande São Paulo (a capital paulista excluída), os registros se mantiveram em alta e, no mês passado, cresceram 5,24%.

As cidades da Grande São Paulo se mantém mais violentas do que na capital e no interior. A região metropolitana registrou, em setembro, uma taxa de 9,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes, a maior do Estado. Na capital, a taxa no último mês foi de 6,69 homicídios para cada 100 mil habitantes. Interior e litoral tiveram, juntos, uma taxa de 8,41 casos para esse grupo de moradores. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), há uma epidemia de assassinatos quando esta taxa fica em 10 casos para cada 100 mil habitantes.

O secretário da Segurança Pública, Magino Alves, destacou a queda no total de homicídios no Estado ao apresentar as estatísticas criminais. Segundo o governo Geraldo Alckmin (PSDB), o mês de setembro teve redução de 6,1% nos assassinatos do Estado, ou 266 registros, ante um total de 283 casos no mês de setembro de 2016.

Também nos casos de homicídio, a capital teve um porcentual de queda maior do que nas demais cidades da região metropolitana. O município de São Paulo reduziu em 14,7% os registros de assassinatos, ante uma queda de 6,45% na região metropolitana.

Alves, entretanto, não fez análises sobre as causas dessa diferença entre a capital e as cidades vizinhas. "É difícil (explicar)", disse.

Associações representantes de servidores da Polícia Civil vêm reclamando da falta de agentes na corporação nos últimos meses. O secretário foi questionado se, com menos policiais nas delegacias, haveria possibilidade de haver mais espera e, assim, menos registros de crimes por parte da população.

O secretário afirmou que não houve mudanças no esquema de funcionamento das delegacias, com eventual fechamento de unidades à noite ou nos fins de semana, que justificasse uma eventual redução de queixas de crimes feitas à Polícia. Mas anunciou que, no mês de novembro, cerca de 1.300 novos policiais civis devem ingressar no serviço público, após a conclusão da formação na academia da polícia.

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