Febre amarela faz governo de SP fechar Zoo e Jd. Botânico; vacinação é ampliada

Fabiana Cambricoli e Priscila Mengue, com colaboração de Juliana Diógenes

São Paulo

O governo do Estado fechou nesta terça-feira, 23, o Zoológico de São Paulo, o Zoo Safári, o Jardim Botânico e o Parque de Ciência e Tecnologia, da Universidade de São Paulo (USP), após a confirmação da morte de um bugio por febre amarela na área. As unidades integram o Parque Estadual Fontes do Ipiranga (Pefi) - maior área de Mata Atlântica dentro do perímetro urbano da Grande São Paulo - e ficarão interditadas por tempo indeterminado.

O diagnóstico de febre amarela foi confirmado nesta segunda-feira, 22, pela Secretaria de Estado da Saúde, que colocou avisos nas entradas dos parques. O bugio que teve febre amarela foi encontrado em 10 de janeiro perto do bosque das aves africanas, dentro do zoológico, embora fosse um "animal de vida livre".

Após a confirmação da morte do macaco, a secretaria ampliou a campanha de vacinação, que começa amanhã, para mais quatro distritos de São Paulo: Jabaquara, Cidade Ademar, Cursino e Sacomã.

Nesta terça, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que "é possível" vacinar toda a população paulista até o final do semestre. A previsão inicial era de que a campanha fosse finalizada no fim do ano. Alckmin também declarou que a principal hipótese investigada para a chegada do vírus ao Zoológico é o abandono de um animal doente no local, pois não há um corredor verde entre o Pefi e os demais parques onde foram encontrados macacos doentes. "Não está ainda definida a origem, mas às vezes você tem tráfico de animais e jogam ali no parque do Estado animais mortos", disse.

Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde, Regiane de Paula diz que a investigação sobre a origem do animal está sendo feita, mas que a principal hipótese é de abandono de um animal com o vírus no local.

Já a diretora do Departamento de Fauna da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Vilma Clarice Geraldi, afirma que outra possibilidade é de que os mosquitos capazes de transmitir a doença tenham se deslocado. "O vetor pode voar até dois quilômetros em uma área de mata e mais do que isso em área degradada, em busca de vegetação."

Desde dezembro, cinco macacos foram encontrados mortos ou adoentados no Pefi - dois não tiveram o resultado do exame concluído, em dois a febre amarela foi descartada e em um, confirmada. Estudos estimam que uma população de 80 a 450 bugios circulem pelo parque, segundo o coordenador das atividades com animais de vida livre da Fundação Parque Zoológico, Caio Motta. "Se tivemos um animal com resultado positivo, a gente sabe que o vírus está circulando no Pefi e que os nossos animais estão em risco."

A Fundação Parque Zoológico fará "ações de vigilância" para proteger os bugios. Até agora não há a previsão de uso de inseticidas em larga escala, o que poderia prejudicar a fauna nativa. No caso dos 163 primatas do Zoo, os animais tiveram os viveiros telados para impedir a entrada de mosquitos ou foram transferidos para locais telados.

Surpresa

O fechamento do Zoo surpreendeu os visitantes. "A gente programou ontem (anteontem) de se encontrar aqui na frente", contou a artesã Celciane Peres, de 32 anos, que estava com os filhos Luiggi, de 9 anos, e Lorenna, de 6. Eles planejavam fazer um piquenique com quatro colegas. "Queríamos aproveitar as férias, não tínhamos feito muita coisa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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