Operação Lava Jato

Janot critica decisão do STF que proibiu condução coercitiva para interrogatório

Daniel Weterman

São Paulo

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    Ministro Gilmar Mendes (e) e o então PGR, Rodrigo Janot, em sessão do STF em 2017

    Ministro Gilmar Mendes (e) e o então PGR, Rodrigo Janot, em sessão do STF em 2017

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot foi às redes sociais para atacar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a realização de condução coercitiva para interrogatórios de investigados.

Instrumento usado pela Operação Lava Jato durante a gestão de Janot à frente da PGR, a condução está prevista no Código de Processo Penal, mas foi julgada inconstitucional pelo Supremo em julgamento que terminou nesta quinta-feira (14).

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Em referência a falas que classificaram a condução coercitiva como regime de exceção, Janot ironizou: "Pois é. A prisão preventiva deve ser melhor. Tempos estranhos." A frase foi publicada pela conta do ex-procurador-geral no Twitter.

Rodrigo Janot também respondeu a comentário do ministro Gilmar Mendes, que impediu a realização de conduções coercitivas para depoimento através de uma liminar no fim do ano passado.

Na sessão do Supremo desta quinta-feira, o ministro disse que a validação do instrumento teria consequências graves. "Se validarmos aqui regras autoritárias, o que o guarda da esquina fará?", questionou.

Rebatendo Gilmar, Janot disse que era preciso "falar sério". "Guarda da esquina não faz condução coercitiva. Isso é ato judicial. Vamos falar sério", escreveu.

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