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Zema falta novamente a debate, e Anastasia volta a ser entrevistado

Jonathas Cotrim

Belo Horizonte

24/10/2018 14h17

Isolado à frente da disputa pelo governo mineiro, com 67% dos votos válidos segundo a mais recente pesquisa Ibope, o candidato do Novo ao Palácio da Liberdade, Romeu Zema, voltou a faltar em um debate com seu rival, Antonio Anastasia (PSDB), na manhã desta quarta-feira, 24.

Por meio de nota, Zema afirmou que preferirá o corpo a corpo com o eleitorado nesta última semana de campanha. "Ampliarei o contato direto com os eleitores através de visitas e reuniões nas diversas regiões de nosso Estado", declarou o empresário.

Nesta quarta-feira, porém, a agenda divulgada pela assessoria de Zema previa apenas gravação de programa eleitoral.

Com a ausência do adversário no debate, organizado pela Rádio CBN, Anastasia foi entrevistado.

"É um desrespeito ao eleitor (a falta de Zema). O debate é onde o candidato se expõe aos jornalistas e ao eleitor", disse Anastasia, que registrou 33% das intenções do eleitorado mineiro, entre os votos válidos, na pesquisa Ibope divulgada na terça-feira.

O senador tucano afirmou esperar que ausências em debates não se tornem prática comum em eleições. "Debate é fundamental, porque é onde as ideias são trocadas, senão a campanha fica unilateral. É fundamental que haja o contraponto", disse Anastasia.

Na entrevista à CBN, o senador afirmou ainda que será necessário que o PSDB "ressurja", após Geraldo Alckmin ter ficado em quarto lugar na eleições presidenciais e a sigla ter perdido parte considerável da sua bancada no Congresso.

"Mudança de nome é o menos é importante, mas sim qual será o comportamento do partido diante de assuntos em que ficou desgastado", disse o tucano, confirmando que a sigla se reunirá para se reorganizar após o segundo turno das eleições 2018.

Anastasia também defendeu enxugamento de máquina pública, por meio de cortes de cargos e unificação de secretarias. E defendeu programas de habitação, mas afirmou que, por conta da situação financeira de Minas Gerais, não poderia, em um primeiro momento, ampliar o combate ao déficit habitacional no Estado.