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Mourão acha 'difícil' que Forças Armadas sejam usadas contra decretos estaduais

Arquivo - Mourão avaliou ser "difícil" que aconteça uma situação de calamidade social e consequente uso das Forças Armadas - ADRIANO MACHADO/Reuters
Arquivo - Mourão avaliou ser "difícil" que aconteça uma situação de calamidade social e consequente uso das Forças Armadas Imagem: ADRIANO MACHADO/Reuters

Pedro Caramuru e Emilly Behnke

Em São Paulo e Brasília

26/04/2021 13h34

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobre o uso da Forças Armadas para combater decretos estaduais de restrição da circulação do novo coronavírus, são uma resposta "ao que Bolsonaro imagina" sobre o possíveis distúrbios. "Ou talvez baseado em outras informações que eu não disponho de iminência de graves distúrbios públicos, como saques a supermercados, bloqueios de ruas, avenidas ou estradas por uma população, vamos dizer assim, revoltada contra certas atitudes", completou.

Neste fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ao apresentador Sikêra Jr., do Alerta Nacional, que o governo tem um plano de "como entrar em campo, não para manter o povo dentro de casa, mas para restabelecer todo o artigo 5º da Constituição".

Durante transmissão promovida pelo Valor Econômico hoje, Mourão avaliou ser "difícil" que aconteça uma situação de calamidade social e consequente uso das Forças Armadas.

Segundo o vice-presidente, existe "um desconhecimento muito grande por parte da elite pensante brasileira" sobre como atuam as Forças Armadas. "Aqui, quem serve ao Exército é o escalão mais baixo da sociedade. Esse nos conhece. Os escalões mais altos não nos conhecem", disse.

"As Forças Armadas são instituições nacionais, permanentes. A hierarquia e a disciplina são extremamente caras para elas e elas são muito conscientes da missão que está na Constituição", completou o vice-presidente ao citar a defesa da Pátria, a garantia dos Poderes Constitucionais e a garantia da Lei e da Ordem.