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Biden indica Elizabeth Bagley para comandar embaixada dos EUA no Brasil

Elizabeth Bagley, indicada por Biden para chefiar embaixada dos EUA no Brasil - Reprodução/Youtube/U.S. Department of State
Elizabeth Bagley, indicada por Biden para chefiar embaixada dos EUA no Brasil Imagem: Reprodução/Youtube/U.S. Department of State

Associated Press

Em Washington

20/01/2022 07h36

O presidente americano, Joe Biden, indicou ontem a diplomata Elizabeth Bagley para comandar a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A escolha ainda depende de aprovação no Senado. Ela deverá substituir Todd Chapman, nomeado pelo republicano Donald Trump, que deixou o cargo em julho.

Elizabeth Bagley serviu como assessora dos ex-secretários de Estado Madeleine Albright, no governo Bill Clinton, e Hillary Clinton e John Kerry, no governo Obama. Ela também trabalhou na missão americana na ONU e serviu como embaixadora dos EUA em Portugal no governo Clinton.

Advogada especializada em Direito Comercial e Internacional, a indicada por Biden foi professora adjunta de Direito na Universidade de Georgetown, em Washington, até janeiro de 1993. Formou-se bacharel em francês e espanhol em 1974 no Regis College em Weston, Massachusetts, e em Direito Internacional em 1987 pela Georgetown University Law School.

Segundo o perfil divulgado pela Casa Branca, Bagley é atualmente a proprietária e membro do conselho da SBI., uma empresa de comunicação celular em Show Low, no estado americano do Arizona.

Além dela, Biden nomeou a arrecadadora de fundos democrata Jane Hartley para servir como embaixadora no Reino Unido e na Irlanda do Norte, o doador Alan Leventhal para servir como seu enviado à Dinamarca e o oficial sênior de serviço exterior Alexander Laskaris para servir no Chade.

Doadores

Os presidentes americanos normalmente recompensam seus doadores e os principais apoiadores partidários com as embaixadas mais requisitadas. Cerca de 44% das nomeações de embaixadores de Trump foram por indicação política, em comparação com 31% de Barack Obama e 32% de George W. Bush, segundo a American Foreign Service Association.

Hartley foi uma importante arrecadadora de fundos para a Biden em 2020 e Leventhal é um dos vários de Wall Street que ajudaram a campanha do democrata.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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