Maduro subestima referendo revogatório da oposição

CARACAS, 27 ABR (ANSA) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, subestimou o referendo revogatório que a oposição está organizando para tirá-lo do Poder.   

"Eu já disse que nada do que estão fazendo tem viabilidade política e que terão este mesmo presidente pelo menos até 2018, com todos os programas sociais", declarou.   

Maduro acrescentou ter provas de que a oposição planeja um golpe de Estado até o próximo dia 15.   

Ainda segundo o mandatário, a direita venezuelana está por trás dos "vandalismos" registrados no estado de Zulia e pediu que "que todos os agressores sejam presos, estejam onde estiverem".   

Mais de 100 pessoas foram detidas após protestos e atos de vandalismos serem registrados em Zulia. Manifestantes protestavam contra cortes de luz, falta de água e escassez de alimentos nas regiões de Maracaibo, segunda maior cidade do país, e San Francisco.   

Além disso, farmácias, mercados e outros estabelecimentos comerciais foram saqueados. Situações similares também aconteceram em cidades como La Guaira, Maracay e Valencia, onde ruas foram bloqueadas e objetos queimados em vias públicas.   

Enquanto isso, a oposição já conseguiu coletar 1% das assinaturas necessárias para acionar um referendo revogatório contra Maduro e anunciou uma mobilização nacional na próxima sexta-feira contra os apagões.   

Além dos problemas econômicos, a Venezuela sofre com uma inflação galopante (a maior da América Latina), acompanhada de uma crise produtiva, problemas de distribuição de produtos de primeira necessidade, mercado golpeado por medidas de restrição e regulamentação, o país também atravessa uma séria crise de abastecimento de energia.   

O racionamento diário de energia de 4 horas é só mais uma de uma longa lista de medidas polêmicas estabelecidas pelo governo de Maduro nos últimos meses. Recentemente, Caracas declarou feriado nas sextas-feiras, sendo que servidores públicos só trabalharão dois dias por semana, e disse que irá mudar o fuso horário do país. (ANSA)
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