Nigeriano alvo de racismo na Itália morreu com soco no rosto

FERMO, 08 JUL (ANSA) - A autópsia do solicitante de refúgio nigeriano Emmanuel Chidi Namdi, assassinado pelo italiano Amedeo Mancini na cidade de Fermo, apontou que ele sofreu apenas um soco, entre o queixo e o lábio inferior. Inicialmente, havia sido divulgado que o imigrante fora atacado com uma barra de ferro.   

O golpe manteve seus dentes intactos, mas provocou uma fratura craniana, talvez no momento em que ele caiu no chão. Além disso, há um hematoma em uma das panturrilhas e sinais de arranhões. O quadro é compatível com atos que vão desde a legítima defesa até um homicídio.   

Namdi tinha 36 anos e havia entrado na Itália com sua esposa, Chinyery, em setembro passado, após ter feito a perigosa travessia do mar Mediterrâneo. Cristãos, eles fugiam do grupo fundamentalista Boko Haram, famoso pelos seus massacres no norte da Nigéria.   

O crime que tirou sua vida ocorreu na última terça-feira (5).   

Mancini, de 39 anos e membro de uma torcida organizada do clube local, a Fermana, teria insultado Chinyery, chamando-a de "macaca africana". O nigeriano então teria reagido e partido para cima do italiano, mas acabou golpeado no rosto.   

Ele foi levado em estado grave para um hospital, porém acabou entrando em coma irreversível e morreu um dia depois. Apesar de declarar ter agido em legítima defesa, Mancini responderá na justiça por homicídio com agravante racista. Já o funeral de Namdi deve ser no próximo domingo (10). (ANSA)
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