Após confrontos, cessar fogo é declarado no Sudão do Sul

ROMA, 12 JUL (ANSA) - As forças leais ao presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e de seu rival, o vice-presidente e ex-rebelde Kiek Machar, concordaram em realizar um cessar-fogo na capital, Juba, após cerca de quatro dias de violência que deixaram aproximadamente 300 mortos.   

O anúncio aconteceu na última segunda-feira, dia 12, e parece estar sendo seguido à risca após apelos da comunidade internacional.   

Desde a independência do país, que recentemente completou cinco anos, a nação sofre com a instabilidade, que deu início a um conflito interno em 2013. O Sudão do Sul voltou a ser palco de conflito no final da semana passada, em meio a ataques entre defensores do líder e seu rival, os quais atingiram até estruturas das Nações Unidas, ameaçando o frágil processo de paz no devastado país. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu um "embargo imediato sobre as armas" destinadas ao país, além de novas sanções.   

A assessora de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, por sua vez, chamou o conflito de "violência sem sentido ou desculpas, realizada por aqueles que, novamente, estão colocando seus interesses acima do bem estar de seu país e população.   

Segundo dados da ONU, cerca de 36 mil pessoas tiveram que deixar seus lares em decorrência da violência registrada no país.   

Histórico - O presidente e a oposição armada haviam assinado um acordo de paz em agosto de 2015 e formado um governo de união nacional em abril. O conflito de 2013 teve início quando Kiir, da etnia dinka, denunciou uma suposta tentativa de golpe de Estados encabeçado por Machar, da etnia nuer. Especialistas temem que o episódio de violência, que durou quase dois anos, se repita.   

Os conflitos foram retomados na quinta-feira (7), após cinco militares do Exército, leais a Kiir, morrerem por tiros da guarda pessoal de Machar. Na sexta-feira, houve um tiroteio perto da residência oficial, onde o presidente e o vice-presidente estavam reunidos para negociações. Já no domingo (10), a casa de Machar foi atacada por tanques e helicópteros. (ANSA)
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