Itália expulsa 2 marroquinos por 'ameaça' à segurança

ROMA, 28 JUL (ANSA) - O ministro do Interior da Itália, Angelino Alfano, anunciou nesta quinta-feira (28) que dois marroquinos foram expulsos do país por apresentarem ameaças à segurança nacional. A medida vem um dia após um ímã ser expatriado e depois da França e da Alemanha serem palco de atentados terroristas nas últimas semanas. Com as expulsões de hoje, a Itália contabiliza 102 pessoas que foram tiradas do país, entre elas nove ímãs, desde janeiro de 2015.   

Um dos marroquinos é Nakman Naib, de 25 anos, que derrubou um crucifixo dos anos 1700 da Igreja de San Geremia, em Veneza. A ação o obrigou a ser internado em um hospital psquiátrico. O outro é Briji Salah, de 69 anos, preso em janeiro de 2015 por invadir uma igreja em Trento e derrubar uma estátua de Nossa Senhora. Em árabe, ele também gritou ofensas contra os fiéis católicos.   

As expulsões evidenciam que a preocupação das autoridades italianas não é somente com células terroristas organizadas que podem cometer atentados no país. Mas também com pessoas com histórico de doenças mentais com potencial de se radicalizar rapidamente e cometer ataques ou atos de violência em público. Os serviços de inteligência do país negam que haja evidência de atividade de alguma célula terrrorista, mas os alertas de segurança permanecem elevados devido aos ataques recentes pela Europa, todos cometidos por "ratos solitários" ou pessoas com histórico de instabilidade emocional. Há cerca de dois anos, o grupo extremista Estado Islâmico (EI, também chamado de Isis, em inglês, e Daesh, em árabe) ameaça a Itália e promete hastear sua bandeira negra no Vaticano. (ANSA)
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