Simulação de viagem de 1 ano a Marte tem fim no Havaí

ROMA, 29 AGO (ANSA) - Teve fim neste domingo, dia 28, a aventura de seis cientistas que ficaram confinados por 1 ano em uma estrutura especial no Havaí com o objetivo de simular uma viagem a Marte.   

Os pesquisadores, três homens e três mulheres, ficaram 365 dias em uma barraca na montanha Mauna Loa como parte de uma missão financiada pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) que é apenas um dos testes já realizados para descobrir se é possível sobreviver em um ambiente tão inóspito como o planeta vermelho.   

Além de analisar se é possível viver em harmonia em um espaço reduzido, por um período prolongado e repleto de condições adversas, a simulação também serviu para que os pesquisadores, provenientes de vários países, tivessem progresso nas suas pesquisas pessoais, que se relacionam à criação e à produção de alimentos e de água em Marte.   

O astrofísico francês Cyprien Verseux, um dos seis cientistas, por exemplo, realizava na "casa em Marte" o estudo do emprego de bactérias para transformar os poucos recursos em "solo marciano" em substâncias nutritivas para as plantas que são necessárias para a sobrevivência do ser humano.   

Para a ANSA, o francês contou como foi a experiência de passar 12 meses confinado em um pequeno espaço e com apenas a presença de outras cinco pessoas. A conversa aconteceu poucas horas antes da sua partida da estrutura do Havaí por email, único meio de se comunicar com o mundo externo durante a missão. As mensagens tinham um "atraso" de 20 minutos, que tinha como objetivo simular o tempo real de transmissão com Marte.   

"O isolamento às vezes pesa. Por um ano não tive contato com o céu aberto e não vi e nem falei com ninguém além dos meus cinco colegas. Os momentos mais difíceis foram aqueles quando aconteceu alguma coisa com parentes ou amigos na Terra. Não pude estar lá para eles ou telefonar para eles como por exemplo nos ataques terroristas de Paris, que é a minha cidade natal, ou quando um dos meus avôs sofreu uma tentativa de assassinato", explicou Verseux.   

O pesquisador admite que ainda há muito o que ser feito antes que realmente seja possível habitar no planeta vermelho, no entanto, ele disse que "uma missão espacial para Marte é realística em um futuro próximo, as dificuldades tecnológicas e humanas são superáveis". (ANSA)
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