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Morte de 2 paquistaneses eleva tensão na Caxemira

29/09/2016 18h44

ISLAMABAD E NOVA DÉLHI, 29 SET (ANSA) - O Exército do Paquistão acusou a Índia de ter matado dois soldados seus durante um tiroteio nesta quinta-feira (29) na chamada Linha de Controle (LOC), divisa que separa as áreas controladas pelos dois países na Caxemira.   

Segundo a assessoria de imprensa das Forças Armadas de Islamabad, houve um confronto armado entre 2h30 e 8h da manhã (horário local), com um balanço de dois soldados paquistaneses "assassinados".   

Por sua vez, Nova Délhi diz apenas que realizou "operações cirúrgicas" contra "bases terroristas" nas áreas da Caxemira controladas pelo Paquistão, "causando um importante número de vítimas".   

De acordo com o general Rambir Singh, as ações são uma resposta aos atentados cometidos em 11 e 18 de setembro em Poonch e Uri, no território indiano. "Apesar de nossas solicitações ao Paquistão para que o território sob seu controle não fosse utilizado para atividades terroristas, nada foi feito", disse.   

No entanto, a explicação não convenceu o primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, que acusou Nova Délhi de promover uma agressão "imprudente e não provocada". "A nossa intenção de ter boas relações de vizinhança não deve ser confundida com fraqueza", alertou o premier.   

Além disso, Islamabad negou que as forças de segurança da Índia tenham entrado em seu território para caçar terroristas. "A Índia está tentando oferecer à imprensa uma falsa leitura de um confronto armado ao longo da LOC", declarou o ministro da Defesa Khawaja Muhammad Asif.   

Em meio à elevação das tensões na Caxemira, o governo indiano determinou a evacuação de vários vilarejos no estado de Punjab situados perto da fronteira paquistanesa. A região é disputada pelas duas potências nucleares desde o fim da colonização britânica, em meados do século 20.   

Em 2014, em uma forma de conter as hostilidades na Caxemira, o Nobel da Paz foi dividido entre a paquistanesa Malala Yousafzai e o indiano Kailash Satyarthi, que fizeram apelos pelo fim de um conflito que já dura mais de 60 anos. (ANSA)
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