O que se sabe do terremoto deste domingo na Itália?

ROMA, 30 OUT (ANSA) - Mais um forte terremoto atingiu neste domingo (30) a região central da Itália, deixando um rastro de destruição na mesma zona chacoalhada por um tremor de magnitude 6 na escala Richter em 24 de agosto. Confira abaixo o que se sabe até agora sobre esse novo sismo: A força - Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), que faz as medições oficiais de abalos sísmicos no país, o tremor deste domingo teve magnitude 6,5. No início da manhã, houve certa confusão sobre a força do terremoto, com informações que variavam de 6.1 a 7.1.   

O INGV diz que isso ocorreu porque as primeiras estimativas são feitas de forma automática, apenas dois minutos depois do sismo.   

Passados cinco minutos, a Rede Sísmica Nacional recebe dados de todas as estações do país, fazendo uma medição mais precisa, porém também automática. Depois as informações são analisadas por sismólogos, que após no máximo 30 minutos do tremor fornecem o número oficial para a Proteção Civil da Itália.   

Hora e local - O epicentro do tremor foi registrado às 7h40 (horário local), a 10 km de profundidade, a sudeste de Norcia, cidade de 5 mil habitantes situada na província de Perúgia, região da Úmbria, centro da Itália. Outros municípios próximos são Castelsantangelo sul Nera, Preci e Visso. Pouco depois, houve réplicas de magnitude 4.6, às 7h44, e 4.1, às 8h, na mesma zona. A terra ainda voltaria a tremer depois das 13h, com magnitude 4.6. Segundo o INGV, houve cerca de 200 atividades sísmicas em apenas um dia na Itália. O terremoto principal foi sentido com diversas intensidades em quase toda a península, de Bolzano, no norte, a Bari, no sul.   

Vítimas - De acordo com a Proteção Civil e com o primeiro-ministro Matteo Renzi, o tremor deste domingo não deixou mortos, mas 20 pessoas ficaram feridas. Também não há desaparecidos.   

Danos - As maiores avarias foram registradas em Norcia, onde a Basílica de San Benedetto, construída no século 14, desabou, restando em pé apenas as fachadas. Os prefeitos de Ussita e Castelsantangelo sul Nera, municípios já atingidos por sismos na semana passada, disseram que "tudo desmoronou". Ambos têm, respectivamente, 450 e 281 habitantes.   

"Por sorte, sei com certeza que não temos vítimas nem feridos, mas a cidade é um monte de escombros. No cemitério, os tremores romperam os túmulos, e os caixões saíram para fora, uma cena indescritível", disse o prefeito de Castelsantangelo, Mauro Falcucci. Na capital Roma, foram registradas rachaduras na basílica papal de São Paulo Fora dos Muros e na cúpula da igreja de Sant'Ivo alla Sapienza, obra-prima da arte barroca.   

Também ocorreram desabamentos em Amatrice, cidade devastada pelo terremoto de 24 de agosto, e Arquata del Tronto, que perdeu um distrito inteiro no tremor de dois meses atrás. Até em L'Aquila, reconstruída após o sismo de 2009, um edifício colapsou.   

Desabrigados - Ainda não há uma estimativa oficial do número de desalojados pelo terremoto, mas levando em conta os sismos da semana passada, a quantidade está na casa dos milhares. O governador da região de Marcas, Luca Ceriscioli, teme que o total chegue a 100 mil pessoas. (ANSA)
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