Merkel se diz aliviada com morte de Amri, mas mantém cautela

BERLIM, 23 DEZ (ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, agradeceu nesta sexta-feira, dia 23, o governo e a polícia italiana pela operação que aconteceu nesta madrugada na cidade de Sesto San Giovanni, perto de Milão, que acabou matando o tunisiano Anis Amri, o principal suspeito de ter realizado o ataque ao mercado de Berlim da última segunda-feira (19), que matou 12 pessoas e deixou mais 48 feridos.   

"Eu agradeci o primeiro-ministro italiano [Paolo Gentiloni] e queria ampliar este agradecimento também à polícia italiana e a todas as forças de segurança pela colaboração tão próxima.   

Desejo ao policial ferido uma recuperação completa e rápida", disse Merkel.   

Além disso, a chanceler também lembrou da italiana Fabrizia Di Lorenzo, que morreu no atentado. "O meu pensamento está com a família das vítimas, também a da italiana e do motorista polonês, mortos do atentado. Para muitas delas será um Natal de muita dor", afirmou a política alemã. Merkel também disse que está "aliviada" que Amri foi neutralizado por forças italianas, afirmando que "a ameça mais grave acabou", mas ressaltou que as "ameaças gerais do terrorismo continuam".   

A chanceler comentou na coletiva de que "maiores mudanças nas leis e regulamentos" no país "terão que ser feitas" e que havia conversado por telefone com o presidente da Tunísia, Béji Caid Essebsi, que é preciso "acelerar o processo de deportação" de tunisianos que tiverem seu pedido de asilo recusado na Alemanha e "aumentar o número de pessoas que mandamos de volta".   

"Nós fizemos progresso neste ano no importante problema de deportar cidadãos tunisianos que não têm nenhum direito de ficar na Alemanha", disse Merkel, cuja declaração aponta um crescente medo em cidades europeias da ligação, na grande maioria dos casos equivocada, feita entre imigrantes e refugiados e ameaças terroristas.   

Merkel também disse que o "governo alemão tem a responsabilidade de proteger seus cidadãos", que ele deve confiar "nos valores" no país europeu para "ser mais forte que o ódio do terrorismo" e ressaltou que a nação continuará a "seguir os rastros de todos os envolvidos" e de "quem pode ter ajudado Amri", concluiu a chanceler. (ANSA)
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