Europa e EUA pressionam Rússia para libertar opositor

WASHINGTON E MOSCOU, 27 MAR (ANSA) - A União Europeia (UE) e os Estados Unidos criticaram a prisão do opositor russo Alexei Navalny e exigiram que Moscou liberte todos os manifestantes detidos ontem (26) durante um protesto. "Os Estados Unidos condenam fortemente a prisão de centenas de manifestantes pacíficos na Rússia e pedem que o governo os liberte imediatamente", disse em uma nota Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado. Washington também demonstrou "preocupação" com a prisão do opositor a apenas um ano das eleições presidenciais. "Os Estados Unidos pretendem acompanhar a situação, pois os russos, como todos, merecem ter um governo que apoia a liberdade de pensamento, a transparência e a responsabilidade, um tratamento igualitário diante das leis e a possibilidade de exercitar seus direitos sem temer represálias". Já a representante de política externa da UE, Federica Mogherini, disse que "a polícia russa impediu o exercício das liberdades fundamentais de expressão, associação e assembleia pacífica, que são direitos fundamentais sancionados pela Constituição russa". "Pedimos para as autoridades russas respeitarem plenamente os compromissos internacionais que mantêm, inclusive com o Conselho Europeu e a OSCE", destacou. O principal líder da oposição na Rússia, Alexei Navalny, foi detido no domingo por convocar uma manifestação na capital do país, Moscou, contra a corrupção. O ato reuniu oito mil pessoas, que ficaram revoltadas com a prisão do blogueiro e político.   

Navalny foi indiciado por violção da lei russa que regulamenta a prática de protestos. A polícia informou que sua manifestação não tinha sido autorizada. Além do opositor, outras 500 pessoas também estariam presas.   

No Twitter, o blogueiro publicou que "chegará o dia em que nós julgamentos eles, mas faremos de forma honesta", em uma crítica às autoridades da Rússia. Junto com o texto, ele publicou uma selfie dentro do tribunal de Tverskoi, na capital. Mesmo com os apelos, a Rússia garantiu que irá manter sua posição. "Não podemos concordar com estes apelos nem considerá-los. As obrigações diante do Conselho Europeu não comportam a necessidade de violar a legislação interna", rebateu o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitri Peskov. Itália - Em meio à situação política em Moscou, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, inicia hoje uma viagem oficial para uma série de discussões institucionais, informou a Farnesina. O chanceler se reunirá com seu homônimo russo, Sergei Lavrov, com quem discutirá as crises na Líbia, Síria e Ucrânica, e também se reunirá com empresários e investidores. "Minha visita ocorre em um contexto mais geral de encontros de alto nível, testemunhando o interesse italiano em manter e reforçar o diálogo com um país historicamente próximo e amigo como a Rússia", disse Alfano. "Acreditamos que a comunidade internacional não pode prescindir a interlocução de Moscou, especialmente em temas de crise internacional e desafios globais que colocam em risco a nossa segurança", disse. (ANSA)
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