'Escócia tem o direito de escolher seu futuro', diz premier

LONDRES, 31 MAR (ANSA) - Sentada em um sofá, com os pés em cima do móvel e assinando um carta na mesa de cabeceira próxima: este foi o modo no qual a imprensa escocesa mostrou que a sua primeira-ministra, Nicola Sturgeon, já havia escrito e envido a carta sobre o segundo plebiscito que o país quer fazer sobre deixar o Reino Unido para a premier Theresa May. Em pose digna de Margaret Thatcher, a "dama de ferro" britânica, Strugeon deixou claro no documento que "nessas circunstâncias que tanto mudaram, o povo da Escócia deve ter o direito de escolher o nosso próprio futuro, resumindo, [poder] exercitar nosso direito de autodeterminação". No texto, que foi escrito nesta quinta-feira (30) e recebido nesta sexta (31) pelo governo de Londres, a premier escocesa disse que não há "uma razão racional" para impedir que os habitantes da Escócia votem a consulta popular, ressaltando mais uma vez a sua importância. Na carta, Sturgeon também afirmou que a decisão sobre o plebiscito já foi feita e que ele realmente será realizado, mesmo sem aprovação ou apoio do Reino Unido. "A ordem do Parlamento da Escócia deve ser respeitada e encaminhada. A questão não é se, mas como", escreveu a premier.   

"Eu espero que possa haver uma discussão construtiva entre nossos governos. No entanto, se isso não for possível, eu irei dar ao Parlamento da Escócia os passos que eu entendo seguir para garantir que progresso seja feito em relação ao plebiscito", disse Sturgeon. Na última terça (28), o Parlamento da Escócia havia autorizado sua primeira-ministra a negociar com o Reino Unido os termos para um segundo plebiscito. O primeiro, realizado em setembro de 2014, terminou com um placar de 55,3% a 44,7% a favor dos unionistas. Contudo, a aprovação do chamado "Brexit", em um referendo em julho passado, reacendeu os ânimos independentistas no território, que votou em peso (62% a 38%) pela permanência na UE. O objetivo de Sturgeon é realizar a votação dentro de dois anos, antes que o percurso para o rompimento entre Londres e Bruxelas seja concluído. Por sua vez, May já disse que não abrirá negociações sobre o assunto por não considerar esse o "momento certo". Em seu discurso no Parlamento após ter notificado a União Europeia sobre o "Brexit", a primeira-ministra britânica prometeu manter o país unido durante o divórcio com o bloco.   

(ANSA)
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