Premier se diz decepcionado e descarta nacionalizar Alitalia

BENEVENTO E ROMA, 26 ABR (ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, lamentou nesta quarta-feira (26) a crise na companhia aérea Alitalia e se disse "decepcionado" que o pré-acordo firmado entre a empresa e os sindicatos não tenha sido aprovado pelos funcionários.   

"Não posso não mostrar preocupação pelo que está acontecendo na Alitalia. Será necessário estar em grau de estar no mercado para competir. De minha parte, há decepção pelo fato da oportunidade de acordo entre empresa e sindicato não ter sido acolhida", disse o premier.   

Quase 70% dos funcionários rejeitaram em plebiscito, feito entre os dias 20 e 24 de abril, um pré-acordo que tinha como pontos principais o corte de salários, a demissão de 980 pessoas e o aumento de capital em dois bilhões de euros financiados pelos sócios e credores do grupo.   

Gentiloni ainda manteve o discurso do governo e descartou uma "nacionalização" da companhia aérea, que tem cerca de 12,5 mil funcionários.   

"Sobre a questão da Alitalia é preciso dizer a verdade. Já disse antes e repito: não há condições para uma nacionalização da Alitalia. Todavia o governo se sente compromissado a defender os trabalhadores, usuários, contribuintes e cidadãos para não desperdiçar recursos e ativos da companhia", ressaltou ainda o premier.   

Ontem (25), o presidente da empresa, Luca Cordero di Montezemolo, comunicou a Entidade Nacional para a Aviação Civil (Enac) da Itália sobre a decisão do conselho de administração de iniciar os procedimentos para a nomeação de um comissário do governo para administrar a empresa.   

"Dada a impossibilidade de recorrer à recapitalização, o CDA decidiu iniciar os procedimentos previstos pela lei e convocou uma assembleia de sócios para 27 de abril a fim de deliberar sobre os mesmos", diz um comunicado da empresa.   

A reunião, deverá ser formalizado o pedido para a intervenção do governo, que, na figura do Ministério do Desenvolvimento Econômico, nomeará de um a três comissários para administrar a crise. Em curto prazo, esses interventores terão de elaborar um plano industrial e submetê-lo ao governo e aos credores.   

A coisa mais plausível é que caminhemos rumo um breve período de administração extraordinária, que poderá ser concluída em seis meses com uma venda parcial ou total dos ativos da Alitalia ou então com sua liquidação", disse o ministro do Desenvolvimento Econômico Carlo Calenda.(ANSA)
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