Após 2 anos, Premier palestino realizará 1ª reunião em Gaza

TEL AVIV, 25 SET (ANSA) - O primeiro-ministro da Palestina, Rami Hamdallah, irá reunir o próprio governo no dia 3 de outubro, na Faixa de Gaza, depois de mais de dois anos sem pisar no território controlado pelo grupo Hamas, informou a agência de notícias palestina Wafa hoje (25).   

De acordo com o anúncio, a reunião, em parceria com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Abu Mazen, é decorrente da decisão do Hamas, divulgada na semana passada, de se "reconciliar" com a "rival", atualmente controlada pelo al-Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas.   

Na última semana, o grupo Hamas, que desde 2007 controla o governo e o poder na Faixa de Gaza, declarou que aceitou integralmente as condições impostas pela ANP para a reconciliação.   

Entre os pontos aceitos pelo Hamas, estão a convocação de eleições gerais - que não ocorrem desde 2006 - nos territórios de Gaza e Cisjordânia - e a dissolução do "comitê administrativo" da Faixa.   

No Twitter, Hamdallah anunciou que estará em Gaza já na próxima segunda-feira (2) com "chefes de governo e com todas as autoridades, organizações e agências de segurança" para "começar a assumir a responsabilidade do território", escreveu.   

A última vez que o premier palestino visitou Gaza foi em março de 2015, após guerra com Israel e antes do acordo nacional de reconcialiação com o Hamas desaparecer. No entanto, não está claro se, desta vez, a facção islâmica no poder da Faixa se renderá a qualquer tipo de controle, incluindo o militar e a segurança.   

Por sua vez, o Hamas reagiu com satisfação ao anúncio da chegada do premier palestino. "O governo é bem-vindo na Faixa", assegurou o porta-voz do grupo, Abdel Latif Qanou.   

"Aos ministros desejamos sucesso, bem como uma excelência na realização de suas responsabilidades e deveres", acrescentou Qanou, ressaltando que espera também o "anúncio de revogação das medidas punitivas nos confrontos de Gaza" impostas pelo presidente da ANP, em abril.   

Entre as punições estão cortes drásticos no financiamento da ANP para despesas elétricas e sanitárias, além de redução nos salários de servidores públicos. (ANSA)
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