Haiti suspende operações da Oxfam após escândalo sexual

ROMA, 22 FEV (ANSA) - O governo haitiano retirou nesta quinta-feira (22) a autorização da ONG britânica Oxfam de operar no país depois do escândalo sexual que envolve funcionários da organização.   

De acordo com o site "Skynews", as autoridades do Haiti informaram que a "medida é temporária" e vai durar dois meses. O ministério haitiano de Planejamento e cooperação externa justificou a medida ao explicar que foi cometida uma "falta grave" porque as autoridades judiciais e policiais do Haiti não foram informadas pela ONG dos fatos cometidos pelos funcionários no momento em que ocorreram. A medida acontece dias depois do próprio governo britânico anunciar a suspensão do repasse de recursos para a ONG humanitária. O escândalo começou com a revelação de que membros da equipe da entidade contrataram jovens prostitutas no Haiti - possivelmente algumas menores de idade - após o terremoto de 2010, usando dinheiro do caixa da organização. O caso está sendo investigado pelo país caribenho.   

No entanto, na última semana, a Oxfam publicou um antigo relatório de uma investigação interna conduzida sobre as denúncias, datado de 2011, no qual diz que três homens acusados de má-conduta ameaçaram testemunhas durante as investigações.   

Naquela época, a ONG recomentou que o caso deveria receber "maior atenção", mas, apesar do alerta, os acusados de má-conduta assumiram cargos de alto escalão nas ações de caridade da Oxfam.   

A Oxfam tem cerca de 10 mil funcionários atuando em mais de 90 países e chegou a divulgar o relatório interno como forma de manter sua transparência. Porém, o documento esconde a identidade das pessoas envolvidas nos escândalos. Um dos pivôs do caso é o ex-diretor da Oxfam no Haiti, o belga Roland Van Hauwermeiren, que admitiu ter pago por relações sexuais com prostitutas em locais financiados pela ONG.   

De acordo com a Oxfam, sete funcionários no Haiti deixaram a ONG após a investigação interna. Quatro deles foram demitidos por "falhas graves", e três pediram demissão, entre eles Van Hauwermeiren. (ANSA)
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