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Justiça da Espanha condena partido de Rajoy por corrupção

24/05/2018 10h01

MADRI, 24 MAI (ANSA) - O Partido Popular (PP) do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, foi condenado nesta quinta-feira (24) pela Audiência Nacional espanhola por lucrar com um esquema de corrupção.   

De acordo com a sentença, datada de 17 de maio, o PP terá que pagar 245,492 mil euros como "partícipe a título lucrativo", no âmbito do chamado caso "Gurtel" - escândalo de corrupção e financiamento ilegal que envolveu vários líderes políticos da legenda, além de empresários.   

O Tribunal também sentenciou 29 pessoas a um total de 351 anos de prisão por crimes de formação ilícita, suborno, malversação, prevaricação, lavagem, entre outros. Somente oito pessoas foram absolvidas. Entre os indiciados estão os dois principais responsáveis pela trama: o antigo tesoureiro da legenda Luis Bárcenas, condenado a 33 anos e 4 meses de detenção; e o executivo Francisco Correa, que pegou 51 anos e 11 meses. Esta é a primeira condenação a um partido político espanhol por lucro obtido em decorrência de uma conspiração corrupta.   

De acordo com a sentença de quase 1,7 mil páginas, houve "enriquecimento ilícito para o detrimento dos interesses do Estado" e atos criminosos da trama "produzido benefícios econômicos mensuráveis para PP".   

O texto ainda afirma que Bárcenas é suspeito de esconder 48,2 milhões de euros em uma "caixa 2" da sigla na Suíça. Por isso, ele precisará pagar uma multa de 44 milhões de euros por lavagem, fraude fiscal e outros crimes. Já o líder da trama, o empresário Correa, recebeu 8,4 milhões de euros entre 2000 e 2008, em contratos públicos a preços muito mais elevados do que o mercado. As licitações eram em vários municípios das regiões de Madri e Castilla y León.   

A investigação revelou que o esquema teve duração de 1999 a 2005, período em que o atual líder do PP e premier, Rajoy, desempenhou várias funções dentro do partido. No entanto, o chefe do governo espanhol nega qualquer envolvimento com a rede de corrupção.   

Em julho de 2017, Rajoy chegou a ser citado como testemunha no julgamento. Na ocasião, ele se tornou o primeiro premier espanhol no cargo a prestar esclarecimento à Justiça. (ANSA)
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