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O mapa dos casos do covid-19 na Itália

Carnaval de Veneza, na Itália, foi adiado por coronavírus - Manuel Silvestri/Reuters
Carnaval de Veneza, na Itália, foi adiado por coronavírus Imagem: Manuel Silvestri/Reuters

Da ANSA, em São Paulo

26/02/2020 13h36

Com 374 casos confirmados, a Itália já é o terceiro país mais atingido pela epidemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que contabiliza mais de 81 mil pessoas contaminadas em todo o mundo.

Até o momento, os casos italianos se concentram sobretudo nas regiões da Lombardia, com 258 (69%), e do Vêneto, com 71 (19%), ambas no rico e industrializado norte do país. Outras oito regiões da Itália também já foram afetadas: Emilia-Romagna (30 casos), Lazio (três), Sicília (três), Piemonte (três), Ligúria (dois), Toscana (dois), Marcas (um) e Trentino-Alto Ádige (um).

Já as mortes se distribuem por Lombardia (nove), Vêneto (duas) e Emilia-Romagna (uma). Entre as províncias, aquelas com mais casos são as de Lodi (128) e Cremona (57), ambas na Lombardia.

Em seguida aparecem Pádua (40), no Vêneto, e Piacenza (20), na Emilia-Romagna - 30 casos ainda não tiveram sua província designada.

O Sars-CoV-2 começou a se espalhar na Itália nas cidades de Codogno (Lodi) e Vo' (Pádua), mas as autoridades ainda procuram os chamados "pacientes zero", ou seja, aqueles que levaram o coronavírus para o país.

Segundo o consultor do Ministério da Saúde italiano Walter Ricciardi, a explosão no número de casos se deve à grande quantidade de exames feitos pelas autoridades sanitárias regionais. "Foram realizados mais de 10 mil testes para a avaliação do novo coronavírus, contra menos de mil na Alemanha e na França", declarou.

Ricciardi alega que "algumas regiões" inicialmente não seguiram diretrizes que preveem exames apenas em pessoas que tenham apresentado sintomas e mantido contato com áreas ou indivíduos de risco. "Algumas regiões ampliaram os testes [para assintomáticos], e isso superestimou os casos", disse.

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