PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
1 mês

Papa Francisco se encontra com famílias cristãs que fugiram do Afeganistão

22.set.2021 - Papa Francisco  e membros de três famílias cristãs que recentemente fugiram do Afeganistão posam para uma foto no Vaticano  - Vatican Media/Handout/via Reuters
22.set.2021 - Papa Francisco e membros de três famílias cristãs que recentemente fugiram do Afeganistão posam para uma foto no Vaticano Imagem: Vatican Media/Handout/via Reuters

Cidade do Vaticano

22/09/2021 11h26

O papa Francisco recebeu hoje três famílias cristãs afegãs que fugiram da cidade de Cabul nas últimas semanas. No total, 14 pessoas, incluindo sete menores de idade, se encontraram com o Pontífice na sala Paulo VI.

Uma das mulheres afegãs, Pary Gul, deu ao Papa um anel como forma de memória ao marido "engolido" pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã. Ela também ofereceu ao líder da Igreja Católica um vestido "que narra uma vida de sofrimento".

Francisco, por sua vez, acolheu o presente do anel, mas com a condição de que Gul seja quem o mantenha como um símbolo de amizade e um sinal de esperança, segundo o "Osservatore Romano".

Gul estava ao lado dos seus quatro filhos, que são Adila, Robina, Setara e Nasim. Todos eles possuem entre 24 e 14 anos, mas foram as meninas que lançaram o pedido de ajuda que possibilitou organizar a fuga da capital do Afeganistão.

As três famílias foram auxiliadas por uma rede de solidariedade coordenada pelo escritor Alì Ehsani e pela fundação Meet Human.

Atualmente, os afegãos vivem na região de Bergamo, no norte da Itália.

Eliyas, de somente um ano de idade, é o mais novo das 14 pessoas que deixaram o país asiático. Ele precisou ser hospitalizado com urgência ao chegar na Itália em virtude de uma infecção, mas já está recuperado.

Por serem cristãs, as famílias entraram na mira do Talibã assim que o grupo retomou Cabul. Gul afirmou que ela e seus filhos precisaram se esconder, além de confirmar que não tem nenhuma notícia do marido, Hasan Zada.

"Ficamos quatro dias e quatro noites fechados no porão por medo de que todos fossem presos, provavelmente alguém nos denunciou.

Meu marido foi primeiro demitido e depois preso, não temos notícias dele", declarou a mulher de 57 anos de idade.

Internacional