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Guerra da Rússia-Ucrânia

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Conteúdo publicado há
1 mês

EUA e mais 20 países prometem nova ajudar militar à Ucrânia

Bandeiras da Ucrânia e da Rússia, próximas a um carro-tanque de brinquedo, sobre um mapa da Europa - Brasil Escola
Bandeiras da Ucrânia e da Rússia, próximas a um carro-tanque de brinquedo, sobre um mapa da Europa Imagem: Brasil Escola

23/05/2022 14h55

O governo americano anunciou nesta segunda-feira (23) uma nova ajuda militar à Ucrânia de cerca de 20 países, incluindo a Itália, que participaram em Ramstein, na Alemanha, de uma reunião sobre a guerra iniciada pela Rússia.

A medida foi divulgada pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, após o encontro do grupo de nações ocidentais contra o conflito, liderado por Washington.

Em declarações à imprensa, o chefe do Pentágono agradeceu o empenho da Itália em prestar nova ajuda militar à Ucrânia, juntamente com a Grécia, Noruega, Polônia e Dinamarca.

Segundo Austin, o governo dinamarquês, em particular, fornecerá mísseis e lançadores para defender a costa ucraniana. "Todos entendem que os riscos [da guerra na Ucrânia] vão muito além da Europa porque a invasão russa é uma afronta à ordem internacional baseada em regras", afirmou.

O secretário americano reforçou que, desde o início da guerra causada pela invasão russa, a Ucrânia já alcançou uma "vitória histórica na batalha por Kiev", fazendo o presidente Vladimir Putin dirigir o ataque para leste e sul, apesar de as tropas ucranianas continuarem a lutar "tão duramente e tão bem".

Além disso, Austin reforçou que os EUA vão continuar a trabalhar em conjunto para assegurar que a Ucrânia disponha de todo o equipamento que necessita para se defender.

De acordo com ele, o último pacote de ajuda do governo americano, no valor de US$40 bilhões, permitirá o envio de mais artilharia e veículos armados.

O chefe do Estado Maior do Exército dos EUA, general Mark Milley, por sua vez, comentou se a administração de Joe Biden tem planos para enviar tropas para proteger a embaixada americana em Kiev. "São decisões que o presidente deve tomar, mas ainda nenhum plano foi traçado ou apresentado ao secretário de Defesa", afirmou.

A segunda reunião virtual do grupo de contato sobre a Ucrânia contou com a participação de nações que não haviam participado da primeira, como "Áustria, Bósnia, Kosovo e Colômbia". Ao todo, foram 47 países.

Uma nova cúpula será realizada no próximo dia 15 de junho em Bruxelas, à margem da reunião ministerial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Taiwan - Durante a coletiva, o líder do Pentágono explicou ainda que "a política americana sobre a China não mudou". A declaração foi dada após Biden comprometer-se com a defesa militar de Taiwan se o governo chinês tentar tomar pela força o controle da ilha autônoma.

"O presidente ressaltou nosso compromisso de fornecer a Taiwan os meios para se defender", concluiu Austin.