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Finlândia e Suécia mandarão delegações à Turquia

18.mai.2022 - Os embaixadores na Otan de Suécia, Axel Wernhoff (à esquerda), e Finlândia, Klaus Korhonen, chegam à sede da aliança militar, em Bruxelas, na Bélgica, para entregar as candidaturas de seus países  - Reprodução/FinMissionNATO
18.mai.2022 - Os embaixadores na Otan de Suécia, Axel Wernhoff (à esquerda), e Finlândia, Klaus Korhonen, chegam à sede da aliança militar, em Bruxelas, na Bélgica, para entregar as candidaturas de seus países Imagem: Reprodução/FinMissionNATO

24/05/2022 07h40Atualizada em 24/05/2022 07h54

Delegações de Finlândia e Suécia chegarão à Turquia nesta quarta-feira (25) para discutir o pedido de adesão dos dois países escandinavos à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O objetivo da missão é tentar derrubar as objeções de Ancara à entrada de Helsinque e Estocolmo na aliança militar euro-atlântica.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusa as duas nações europeias de dar refúgio a supostos "terroristas" do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), movimento que luta pela criação de um Estado curdo.

Para entrar na Otan, Finlândia e Suécia precisarão da aprovação unânime dos Estados-membros. "A Otan saberá resolver esse problema", disse nesta terça (24) o ministro finlandês das Relações Exteriores, Pekka Haavisto, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

"Temos boas respostas a dar e também estamos do lado da luta mundial contra o terrorismo", acrescentou. Finlândia e Suécia mantinham uma histórica política de neutralidade militar entre o Ocidente e Moscou, porém abandonaram essa estratégia depois da invasão russa à Ucrânia, que não faz parte da Otan.

Os dois países devem participar da próxima reunião da aliança, em Madri, no fim de junho, mesmo com o processo de adesão ainda em andamento.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já disse que não considera a entrada de Finlândia e Suécia na Otan como uma "ameaça", porém alertou que a resposta de Moscou dependerá da presença militar da organização nos dois países.

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