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Elevadores parados, inundações e ruído insuportável: como arranha-céu virou pesadelo dos super-ricos em Nova York

Moradores do 432 Park Avenue processaram incorporadores imobiliários por não resolverem cerca de 1,5 mil supostos defeitos no prédio - Getty Images
Moradores do 432 Park Avenue processaram incorporadores imobiliários por não resolverem cerca de 1,5 mil supostos defeitos no prédio Imagem: Getty Images

26/09/2021 17h44Atualizada em 27/09/2021 13h37

Elevadores defeituosos, inundações e ruído insuportável.

Esses são apenas alguns dos problemas que os bilionários que vivem em um dos edifícios mais luxuosos de Nova York dizem enfrentar diariamente.

Agora, os ocupantes da 432 Park Avenue estão processando incorporadoras imobiliárias por não resolverem cerca de 1,5 mil supostos defeitos.

O processo afirma que os problemas do prédio "colocaram em perigo e incomodaram" moradores e hóspedes.

O arranha-céu foi inaugurado em 2015 na chamada Billionaire Row (avenida dos bilionários) em Manhattan.

Os compradores incluem a cantora Jennifer Lopez e seu ex-noivo Alex Rodriguez, o magnata saudita Fawaz Alhokair e um membro da família dona da marca de tequila Jose Cuervo, de acordo com o jornal americano The New York Times.

As unidades foram vendidas por dezenas de milhões de dólares cada, disse o diário.

De acordo com o processo de nada menos que US$ 125 milhões (R$ 670 milhões) aberto na Suprema Corte de Nova York na quinta-feira (23/9), os problemas no prédio incluíram uma explosão elétrica em junho que deixou os moradores sem energia e ruídos e vibrações "horríveis" e inexplicáveis.

O valor acima não inclui danos ou reclamações individuais que podem surgir posteriormente.

Os engenheiros contratados pela administração do condomínio identificaram um total de 1,5 mil falhas de construção e projeto.

O New York Times citou um residente que descreveu o sistema de coleta de lixo da torre soando "como uma bomba" quando em uso.

Muitos dos problemas são descritos no processo como "problemas de segurança humana".

A ação alega que os elevadores do prédio, por exemplo, deixaram os moradores presos por horas seguidas em várias ocasiões.

"Os proprietários pagaram dezenas de milhões de dólares para comprar unidades. No entanto, longe dos espaços ultra luxuosos que foram prometidos, os proprietários encontraram um prédio cheio de avarias e falhas", diz a denúncia.

A construtora responsável pelo arranha-céu, uma empresa formada pelo CIM Group e Macklowe Properties, disse em um comunicado à imprensa que 432 Park é "o principal residencial de Manhattan" e uma "adição icônica" ao horizonte.

Na nota, a empresa também afirma que a administração do condomínio "restringiu o acesso" à propriedade para tratar das questões, e que a associação de proprietários e "alguns residentes" interpretam erroneamente suas obrigações como incorporadores.

A CIM e a Macklowe Properties não responderam aos pedidos de comentários da BBC.

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