Sem pistas do "trem do ouro nazista"

Após uma semana de escavações na Polônia, equipe liderada por dois historiadores amadores não encontra qualquer sinal do lendário tesouro que teria sido escondido pelas tropas de Hitler.

Uma semana após expressarem otimismo na busca pelo lendário trem do Exército nazista, que estaria enterrado na Polônia carregado de ouro, um representante dos exploradores Andreas Richter e Piotr Koper afirmou nesta quinta-feira (25/08) que não foi encontrado sequer o túnel onde ele estaria escondido.

Desde a década de 1970 circula o boato de que o regime nazista teria ocultado na Polônia um trem carregado de ouro num túnel no quilômetro 65 da ferrovia entre Wroclaw e Walbrzych, na tentativa de preservar a preciosa carga da aproximação do Exército Vermelho soviético.

No dia 16 de agosto, o alemão Richter e o polonês Koper começaram a escavar um aterro num local onde acreditavam que estaria o túnel, numa operação que custou 32 mil euros. Poucos dias mais tarde, eles decidiram cobrir a vala de três por seis metros que haviam cavado. O representante de ambos afirmou que uma busca em menor escala, com a utilização de sondas, será retomada em setembro.

De acordo com a lenda, o trem teria sido enterrado num túnel na região da Baixa Silésia, onde estaria parte de um projeto inacabado pelos nazistas conhecido como Riese (gigante). Durante a guerra, Adolf Hitler iniciou a construção de um sistema secreto com vários túneis subterrâneos por baixo das montanhas da região, que na época era de domínio alemão. Especula-se que a construção abrigaria um quartel militar, porém, até hoje o projeto continua envolto em mistério.

No ano passado, os dois exploradores realizaram testes com um radar de penetração no solo, e afirmaram que um trem teria sido encontrado no local. Mas, em novembro, especialistas em geologia da Polônia afirmaram não ter encontrado nenhum rastro, após examinarem o local com equipamentos magnéticos e de gravitação.

O professor Janusz Madej, da Universidade AGH de Ciência e Tecnologia de Cracóvia, afirmou estar "100% seguro de que não há trem algum", mas admitiu que "é possível que exista um túnel".

A região onde ocorrem as buscas pelo trem nazista pertencia à Alemanha, mas se tornou parte do território polonês após a redefinição das fronteiras no pós-guerra. Milhares de cidadãos de origem alemã foram removidos do local, deixando-o esparsamente povoado. A área deixou de ser uma zona militar apenas no final dos anos 1990.

Durante a era soviética, o Exército polonês realizou algumas buscas, recuperando diversas obras de arte e bens valiosos roubados durante o regime nazista. Até hoje, muitos itens ainda estão desaparecidos. A Polônia afirma que os nazistas roubaram mais de 516 mil obras de arte, avaliadas em mais de 20 bilhões de dólares.

RC/ap/dpa

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