Hollande promete fechar em definitivo acampamento de Calais

Em primeira visita à cidade, presidente francês afirma que situação no local é inaceitável e de emergência humanitária. Acampamento ilegal abriga pelo menos 7 mil migrantes.O presidente francês, François Hollande, reiterou nesta segunda-feira (26/09) que a chamada "Selva de Calais", como é conhecido o acampamento clandestino de migrantes na cidade do norte da França, deve ser desmontada "completa e definitivamente". "A situação é inaceitável e todos aqui sabem disso", afirmou Hollande em visita ao município de Calais, classificando o caso como uma "emergência humanitária". Pela primeira vez desde que assumiu a presidência, o presidente esteve na cidade nesta segunda-feira, mas uma visita ao acampamento de refugiados não estava programada. Por outro lado, estavam agendadas reuniões com representantes locais da polícia, empresários e políticos da região. Hollande esteve acompanhado da ministra da Habitação, Emmanuelle Cosse, e do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve – que no começo do mês já havia prometido remover completamente o campo, cedendo a protestos de grupos temerosos pela segurança na região. Apesar de repetidas promessas de autoridades francesas de evacuar o acampamento, o local ainda abriga em torno de 7 mil pessoas, segundo dados do governo. Organizações humanitárias e um dos sindicatos de policiais da França dizem, porém, que o total de habitantes da "Selva" gira em torno de 10 mil. Próxima à entrada do Eurotúnel e ponto de partida de balsas para o Reino Unido, Calais se tornou um ímã para migrantes que pretendem chegar clandestinamente ao outro lado do Canal da Mancha. O acampamento improvisado abriga principalmente pessoas do Oriente Médio e do norte da África. "A fronteira [França-Reino Unido] está completamente fechada", afirmou Hollande em Calais, destacando a importância de se "garantir esse bloqueio de forma duradoura e eficaz". Para isso, o presidente ainda insistiu que as autoridades britânicas devem "desempenhar o seu papel no esforço humanitário". A ida do líder francês à cidade acontece cinco dias depois da visita de seu antecessor – e possível adversário nas próximas eleições presidenciais –, Nicolas Sarkozy. Em Calais, o ex-presidente conservador também se comprometeu a desmontar o acampamento ilegal. EK/dw/rtr/dpa/ap

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