Trump diz que cem dias foram produtivos e ataca imprensa

Presidente afirma que cumpriu promessas de campanha e qualifica críticas de "fake news". Nos próximos dias haverá "uma grande decisão" sobre acordo climático de Paris, anuncia.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (29/04) que cumpriu "uma promessa após a outra" em seus primeiros cem dias no poder e voltou a atacar a imprensa, que, segundo ele, vive fora da realidade e publica fake news (notícias falsas). "Meus primeiros cem dias foram muito produtivos. Cumprimos uma promessa após a outra", disse Trump num ato em Harrisburg, na Pensilvânia, um dos estados-chave de sua vitória eleitoral, já que não elegia um candidato presidencial republicano desde 1988. Em que pé estão as cinco principais promessas de Trump? Depois de cem dias, Trump permanece imprevisível Num ato com tom de campanha, Trump fez referências ao tradicional jantar dos correspondentes da Casa Branca, que ocorria em Washington e do qual ele não participou. "Não poderia estar mais emocionado de estar a mais de 100 milhas do lodaçal de Washington", afirmou. Desde Ronald Reagan, que faltou por estar se recuperando de uma tentativa de assassinato, em 1981, nenhum presidente deixou de estar presente ao encontro com os jornalistas. Durante o discurso, de quase uma hora, Trump rejeitou as críticas às derrotas políticas ocorridas nos seus primeiros cem dias de mandato, como a negativa do Congresso em acabar com a lei de acesso à saúde conhecida como Obamacare e o bloqueio dos tribunais à sua proibição de entrada nos EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana. Neste sentido, enfatizou que "as prioridades da imprensa não são as prioridades de vocês" e voltou a destacar que está concentrado em "tornar os EUA grandes de novo", seu lema de campanha. "Se o trabalho da mídia é ser honesta e dizer a verdade, então a mídia merece uma nota baixa bem grande", disse perante os aplausos de 10 mil apoiadores. Trump reiterou eixos de sua campanha, como sua disposição para renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, com o México e o Canadá, e a sua polêmica promessa de construir um muro na fronteira sul dos Estados Unidos. "Não se preocupem, vamos construí-lo", disse. Ele listou entre os resultados de seus primeiros cem dias a nomeação do juiz conservador Neil Gorsuch para a Suprema Corte, a liberação do oleoduto Keystone XL e a decisão de deixar o acordo de livre-comércio TPP. Além disso, anunciou que vai tomar "uma grande decisão" sobre o acordo climático de Paris nas próximas duas semanas. "Veremos o que acontece", disse Trump, ao mesmo tempo reiterando seu compromisso para revitalizar a indústria do carvão e do petróleo. As declarações de Trump foram feitas no mesmo dia em que ocorreram várias marchas em defesa do clima – incluindo uma com milhares de manifestantes em Washington – e contra suas políticas de desregulamentação de leis ambientais nos EUA. Esta semana, o presidente assinou uma ordem executiva para revisar proibições impostas por Obama e permitir explorações de petróleo no litoral do país, o que poderia abrir áreas do Ártico e do Golfo do México a novos poços. Os EUA estão avaliando se permanecem no Acordo de Paris, que foi assinado pelo ex-presidente Barack Obama. Trump também se referiu à escalada da tensão com a Coreia do Norte, e defendeu que está trabalhando com a China para solucionar um problema que qualificou de complicado. Ele insistiu que sua decisão de não designar a China como manipulador cambial, como tinha prometido, responde à colaboração estreita com Pequim para diminuir o conflito. "Esta não é a melhor hora", disse. AS/efe/rtr/dpa/ap

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