Trump critica China por comércio com a Coreia do Norte

Após Pyongyang lançar míssil de longo alcance, presidente dos EUA reclama que chineses não estão usando sua influência econômica para fazer pressão sobre os norte-coreanos. Ele pede que Pequim aja com rigor.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a China nesta quarta-feira (05/07) por causa do aumento do comércio dos chineses com a Coreia do Norte. A crítica foi feita depois dea Coreia do Norte testar um míssil de longo alcance, nesta terça-feira. Desde que chegou ao poder, em janeiro, Trump tem apostado que a China, maior parceiro comercial da Coreia do Norte, pode usar sua influência econômica para pressionar o regime de Kim Jong-un. Mas, mesmo antes do novo teste, o presidente americano já dera sinais de que estava perdendo a paciência com a falta de ação do presidente Xi Jinping. "O comércio entre China e Coreia do Norte cresceu quase 40% no primeiro trimestre", escreveu Trump no Twitter nesta quarta-feira, pouco antes de partir para a Polônia. "É assim que a China está cooperando conosco – mas tivemos de dar uma chance para eles!" Já no avião presidencial Air Force One, Trump falou ao telefone com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, para enfatizar a necessidade de implementar as resoluções do Conselho de Segurança, em especial a contratação de trabalhadores norte-coreanos. Restringir o trabalho de norte-coreanos no exterior é uma das maneiras de reduzir o acesso da Coreia do Norte a divisas estrangeiras. Há entre 50 mil e 60 mil norte-coreanos trabalhando no exterior, principalmente na Rússia e na China, segundo o serviço secreto da Coreia do Sul. Alguns deles trabalham nos cerca de 130 restaurantes que a Coreia do Norte mantém em outros países. O objetivo é captar recursos para o país. Na sua primeira resposta ao lançamento do míssil, também no Twitter, Trump apelou à China para que aja com rigor em relação à Coreia do Norte e "acabe de uma vez por todas com este nonsense". Ele afirmou ainda que é difícil acreditar que a Coreia do Sul e o Japão, aliados dos Estados Unidos, vão "tolerar isso por muito tempo". Nesta terça-feira, a China apresentou, ao lado da Rússia, um plano que aposta na diplomacia e na negociação para tentar solucionar a questão norte-coreana. A iniciativa propõe que os norte-coreanos declarem uma moratória dos seus testes de mísseis e demais atividades nucleares e que, ao mesmo tempo, Estados Unidos e Coreia do Sul suspendam exercícios militares conjuntos. AS/ap/rtr

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