Celac designa missão de chanceleres para analisar situação eleitoral no Haiti

Quito, 27 jan (EFE).- A Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) designou nesta quarta-feira uma missão de chanceleres para avaliar a situação eleitoral no Haiti a pedido do governo do país caribenho, informou o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño.

"Presidentes da Celac acolhem o pedido do governo do Haiti e designam uma missão de chanceleres para analisar a situação eleitoral nesse país", escreveu Patiño no Twitter.

Após o pedido haitiano, o chefe de Estado equatoriano e presidente em fim de mandato da Celac, Rafael Correa, propôs hoje no plenário da cúpula dessa organização, que se desenvolve em Quito, enviar uma comissão de chanceleres para obter informações sobre a situação política no Haiti.

Correa, que hoje entrega à República Dominicana a presidência temporária da Celac, propôs o envio da missão "para obter mais informações, conversar com as partes e ver se há lugar para a intervenção da Celac ou não".

"Se nos dizem que sim, que podemos contribuir, colaborar, que as partes estão de acordo, os candidatos, o governo, lhes peço que a decisão de como a comissão será formada fique a cargo do quarteto", disse Correa no plenário da cúpula da Celac.

O quarteto da organização é integrado por Equador, Costa Rica, República Dominicana e Bahamas.

O presidente rotativo da Celac apontou que, inclusive, pode ser ratificada como definitiva a mesma comissão de chanceleres que viajaria para um primeiro contato.

Em um debate sobre o tema do Haiti no plenário da cúpula, Correa afirmou que "o Uruguai se prontificou, assim como Venezuela, Equador e Bahamas" para fazer parte do eventual primeiro grupo.

Nas discussões da cúpula se falou sobre a necessidade de realizar consultas sobre as ações que outras organizações internacionais desenvolverão no Haiti por conta da situação política no país, e também que a decisão da formação da eventual comissão definitiva não se circunscreva apenas ao quarteto.

O debate se desenvolveu enquanto a Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, aprovava o envio ao Haiti de uma missão especial de mediação na crise política e social do país, uma medida solicitada pelo presidente haitiano, Michel Martelly, para "preservar a institucionalidade democrática".

A OEA tomou essa decisão em um Conselho Permanente extraordinário de quatro horas no qual não houve votação, mas o presidente do órgão concluiu que, de acordo com as posições apresentadas, existe um "consenso" para atender à solicitação do governo haitiano.

A representação da Venezuela e de outros países alinhados com o governo de Nicolás Maduro, como a Nicarágua, expressaram sua rejeição ao fato de a OEA ter tomado hoje essa decisão, quando os chanceleres e chefes do governo de 32 dos 34 países-membros estão reunidos em Quito debatendo o mesmo assunto na cúpula da Celac.

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