Turquia e EUA acreditam em acordo em 2016 para reunificação do Chipre

Washington, 28 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmaram que é possível conseguir um acordo político ainda neste ano para a reunificação do Chipre, cujo norte está ocupado por soldados turcos há mais de 40 anos.

"Esperamos conseguir um acordo sobre o Chipre em 2016. O lado turco está preparado. O processo se desacelerou levemente devido às eleições no sul, mas esperamos alcançar um acordo depois das eleições legislativas no Chipre", que serão realizadas em maio, disse Cavusoglu em comparecimento à imprensa antes de se reunir com Kerry em Washington.

Kerry se mostrou "de acordo" com o colega turco e disse que os Estados Unidos "estão profundamente comprometidos e envolvidos nas conversas sobre o Chipre", país que visitou em dezembro do ano passado.

"Nos reunimos com ambas as partes e vamos seguir nos esforçando muito para conseguir uma solução para a crise cipriota, que se ampliou demais", acrescentou Kerry.

O Chipre está dividido desde que em 1974 as Forças Armadas turcas ocuparam o terço norte do país, onde pouco depois se proclamou a República do Norte do Chipre, reconhecida internacionalmente apenas por Ancara. As conversas de paz são realizadas há décadas, até agora sem sucesso.

Enquanto isso, o Chipre mantém paralisados cinco capítulos das negociações para a adesão da Turquia à União Europeia (UE) e insiste que continuará a bloquear esses pontos enquanto Ancara não dê passos concretos para a reunificação do Chipre.

Em sua reunião no Departamento de Estado, Kerry e Cavusoglu falaram também sobre o interesse comum em derrotar o Estado Islâmico (EI) e a Frente al Nusra na Síria e no Iraque "o mais rápido possível, de modo a restaurar a estabilidade na região e em cada um dos países", segundo o titular das Relações Exteriores dos EUA.

Kerry também destacou o "enorme custo" que a Turquia assumiu ao acolher "2,7 milhões de refugiados sírios" e disse que "respeita" os esforços feitos para recebê-los.

Cavusoglu disse que espera "começar em breve a implementar" o acordo firmado com a UE para conter o fluxo de refugiados rumo ao continente.

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